Ricos estão menos ricos. Riqueza dos multimilionários cai pela primeira vez em 10 anos

As pessoas mais ricas do mundo ficaram um pouco menos ricas no ano passado. As tensões geopolíticas e a volatilidade dos mercados conduziram ao corte nas fortunas dos mais ricos, diz relatório do UBS.

As pessoas mais ricas do mundo ficaram um pouco menos ricas no ano passado, revela um estudo do UBS e da PwC, citado pela Reuters, esta sexta-feira. A respetiva riqueza baixou em 388 mil milhões de dólares (cerca de 350 mil milhões de euros), para um total de 8.539 biliões de dólares, com a queda a ser mais acentuada a ser registada na China, a segunda maior “casa” de milionários do mundo. As tensões geopolíticas e a volatilidade dos mercados conduziram a uma quebra nas fortunas dos mais ricos.

De acordo com o estudo do UBS, os bancos sofreram com os efeitos da intensa guerra comercial entre Pequim e Washington e com as incertezas que marcaram o panorama político internacional, em 2018, o que afastou os clientes dos investimentos. “A riqueza dos multimilionários caiu em 2018 pela primeira vez desde 2008 por causa da geopolítica”, explica, nesse sentido, o relatório.

Na maior “casa” de milionários do mundo, a China, o património dos mais ricos recuou 12,8% face à instabilidade dos mercados, à fragilidade da moeda e ao abrandamento da segunda maior economia do mundo. Ainda assim, a China continua “a ver nascer”, a cada dois a cinco dias, um novo multimilionário, salienta o estudo do UBS.

Em termos globais, o número de multimilionários caiu em todo o mundo, exceto nas Américas, onde os empreendedores da área tecnológica continuam a escalar o ranking norte-americano das pessoas mais ricas. “Este relatório mostra a resiliência da economia norte-americana”, lê-se.

O UBS termina, dizendo que as famílias mais abastadas do mundo mantêm-se preocupadas com as matérias internacionais, das tensões comerciais entre a China e os EUA ao Brexit, passando pelo populismo e pelas alterações climáticas.

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