75% dos europeus são a favor de dar uma segunda vida à roupa

  • Fátima Castro
  • 9 Novembro 2019

Segundo um estudo da Ginetex, os europeus estão cada vez mais comprometidos em reduzir a pegada ambiental e dar uma segunda vida às peças que já não usam através da doação.

Os europeus preocupam-se com a sustentabilidade do planeta e permanecem comprometidos com a ideia de dar uma segunda vida à roupa. A preocupação em reduzir a pegada ambiental está a fazer-se sentir em todos os setores e no têxtil não é exceção.

75% dos europeus são a favor de dar uma segunda vida às peças de roupa que já não usam e apenas 7% dos inquiridos coloca a roupa no lixo. Hoje as pessoas optam por doar as peças a instituições de caridade, associações ou parentes, ou colocar em pontos de recolha apropriados para o efeito. A conclusão é da Associação Internacional para Etiquetagem de Conservação de Têxteis (Ginetex), que realizou uma sondagem em sete países europeus: França, Reino Unido, Alemanha, Itália, Suécia, República Checa e Espanha e reuniu um total de sete mil amostras (mil pessoas por país) com idades compreendidas entre os 18 e os 65 anos.

O estudo indica que 32% acaba por doar a roupa a associações, 30% coloca nos pontos de recolha e 13% doa a familiares. No Reino Unido, 57% dos inquiridos opta por doar a roupa que já não usa a instituições de caridade, enquanto na Alemanha o método mais comum é deixar as roupas no ponto de recolha (52%). Por sua vez, em Itália e na República Checa, o mais frequente é doarem a familiares (18% e 19%, respetivamente).

Nos sete países observados quase todos os inquiridos (97%) tinham comprado pelo menos uma peça de roupa nos últimos seis meses. Os europeus continuam a comprar roupa, mas com uma mentalidade diferente. As conclusões do estudo apontam para que dois em cada três europeus afirmam cuidar do vestuário de forma a usarem-no durante mais tempo.

As roupas acabam por ter uma segunda ou até mesmo terceira vida e, neste contexto da sustentabilidade, é importante manter as etiquetas no vestuário. E aí detetou-se uma falha: 68% dos europeus cortam as etiquetas sistematicamente ou ocasionalmente. O estudo refere que, em França, cerca de 74% dos inquiridos cortam a etiqueta, tal como os suecos (60%), contrariamente aos britânicos (45%).

Para além de se preocuparem em reduzir a pegada ambiental, os europeus preocupam-se também com a durabilidade do seu vestuário –70% dos inquiridos assume respeitar as indicações das etiquetas.

Europeus são fieis à etiqueta de conservação dos têxteis

Segundo o estudo da Associação Internacional para Etiquetagem de Conservação de Têxteis, 75% dos inquiridos nunca (ou raramente) compram uma peça sem instruções de conservação, o que significa que três quartos dos europeus nunca, ou raramente, compram uma peça de vestuário sem etiqueta. A sondagem mostra também que, geralmente, é na primeira lavagem (47%) ou quando adquirem a peça (26%) que os europeus olham para as instruções na etiqueta.

E quando não compreendemos os símbolos nas etiquetas? O símbolo de lavagem e passar a roupa a ferro são os símbolos mais reconhecidos entre os europeus. O mesmo não acontece com símbolo de branqueamento, secagem e limpeza profissional. E quando assim acontece a solução é muito simples, recorre-se ao Google. O estudo da Ginitex mostra que quase metade dos europeus (49%) recorrem à Internet quando não compreendem os símbolos de conservação na etiqueta. São os checos (56%) e os italianos (55%) que mais recorrem à internet, seguido dos franceses e dos suecos (34%).

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