Altice Portugal promete serviços financeiros nos próximos três meses

A Altice Portugal prometeu lançar produtos e serviços fora do "normal âmbito de atividade" do grupo "nos próximos três meses". Um deles poderá ser o Altice Bank.

A Altice Portugal vai apresentar nos “próximos três meses” produtos e serviços que não fazem parte do “normal âmbito de atividade” da empresa, entre os quais deverão estar os serviços financeiros, indicou o presidente executivo da dona da Meo, Alexandre Fonseca. Uma das novidades poderá ser o banco digital Altice Bank.

“Os próximos três meses vão ser férteis em muitas novidades, muitos serviços e muitos produtos, fora do nosso normal âmbito de atividade, fora da componente telco“, disse o gestor, num encontro com jornalistas esta quinta-feira. Questionado sobre se um deles é o Altice Bank, Alexandre Fonseca frisou, sem confirmar ou negar: “Serviços financeiros, sim. Essa é uma área em que estamos a trabalhar, na área ativa de serviços financeiros”.

Mas também indicou: “Quando prometemos, cumprimos. Temo-nos comprometido com os clientes e parceiros com um conjunto de segmentos de mercado”, indicou.

Este sinal surge dois anos depois de se saber que o grupo Altice pretende entrar no negócio dos serviços financeiros, estando a desenvolver um banco digital, o Altice Bank. Atualmente, a empresa já se encontra a trabalhar com dois parceiros na área da banca, o que lhe permitirá maior flexibilidade do ponto de vista regulatório.

Alexandre Fonseca admitiu em outubro de 2018 que a Altice Portugal estava, à data, a “discutir ativamente com dois bancos nacionais” para lançar o projeto. Não se conhecem mais detalhes, mas, em França, a concorrente Orange lançou o Orange Bank em 2017, com contas e crédito bancário.

Porém, no mesmo encontro, o administrador financeiro da Altice Portugal, Alexandre Matos, aconselhou: “Saiam da visão clássica de banco”, disse, sugerindo assim que a Altice Portugal poderá entrar em qualquer uma das áreas dos serviços financeiros, desde o crédito aos meios de pagamento, por exemplo.

Instado a indicar o que é que a empresa vê nos serviços financeiros, Alexandre Fonseca apontou: “Temos de estar atentos. Temos de ter a capacidade de perceber as tendências internacionais. Aquilo que, hoje, o consumidor final procura é comodidade e conveniência”, referiu. Esta semana, foi conhecido que a Google também está a preparar uma espécie de banco digital em 2020, fornecendo contas correntes aos clientes.

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