Economia abranda mas o crescimento na primeira metade do ano afinal foi melhor

A economia portuguesa abrandou o ritmo de crescimento no terceiro trimestre para 0,3% face ao trimestre anterior, mas uma revisão nos primeiros seis meses permitiu um crescimento homólogo mais rápido.

A economia portuguesa abrandou o ritmo de crescimento no terceiro trimestre para 0,3% face ao trimestre anterior, mas o Instituto Nacional de Estatística reviu em alta o crescimento nos dois primeiros trimestres do ano em uma décima, passando assim de 0,5% para 0,6% do PIB em cada um deles. Apesar deste abrandamento do ritmo de crescimento em cadeia, a economia cresceu 1,9% em termos homólogos, a previsão que o Governo mantém para o conjunto do ano.

O crescimento da economia está a abrandar devido a um abrandamento do investimento. Mas a manutenção da procura interna, em especial com a aceleração do consumo privado, permitiu à economia manter o ritmo de crescimento em termos homólogos, apesar do menor crescimento face ao segundo trimestre do ano.

Evolução da economia portuguesa

O contributo da procura externa líquida dirigida à economia portuguesa para o crescimento do PIB voltou a ser negativo, resultado do abrandamento generalizado que se verifica e que também afeta as economias dos principais parceiros comerciais nacionais, isto apesar de haver uma aceleração das importações e das exportações.

A economia portuguesa cresceu pelo 22.º trimestre consecutivo”, sublinhou o Ministério das Finanças em reação à estimativa rápida do PIB, acrescentando que Portugal mantém, na comparação homóloga, “a mesma dinâmica de crescimento registada no trimestre anterior, e ultrapassando uma vez mais o crescimento da área do euro e da União Europeia, respetivamente 1,1% e 1,4%“. No comunicado enviado às redações, as Finanças frisam ainda o facto de “o crescimento do PIB continua a ser pautado pelo crescimento do emprego e pela redução do desemprego”.

Portugal reforça assim a trajetória de convergência face à Europa que perdura já há mais de dois anos e manifesta resiliência relativamente à degradação do ambiente macroeconómico externo que tem marcado os trimestres mais recentes”, acrescenta o ministério liderado por Mário Centeno.

O Governo espera que a economia cresça 1,9% este ano. As estimativas mais recentes das principais instituições apontam no mesmo sentido: o Fundo Monetário Internacional e o Conselho das Finanças Públicas preveem um crescimento de 1,9% este ano; a Comissão Europeia e o Banco de Portugal que a economia cresça 2%.

Só a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) espera uma crescimento abaixo dos 1,9%, mas a última previsão da organização data de maio e será revista na próxima semana.

(Notícia atualizada com a reação do Ministério das Finanças)

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