Bancos rejeitam nova legislação sobre comissões do Bloco de Esquerda

Bloco de Esquerda apresentou na semana passada um pacote legislativo para travar algumas comissões bancárias. A APB rejeita mais leis acima daquelas que os bancos já têm de cumprir nesta matéria.

A Associação Portuguesa de Bancos (APB) considera que não deve haver alterações legislativas no âmbito das comissões bancárias, designadamente comissões que possam introduzir limitações no MB Way.

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Esta posição foi transmitida esta sexta-feira no Parlamento, depois de, na semana passada, o Bloco de Esquerda apresentou um pacote legislativo para proibir, por exemplo a cobrança de comissões que não têm serviços associados e em aplicações como o MB Way, criar uma Conta Básica Universal, propondo uma política de comissões da Caixa Geral de Depósitos.

“Aquilo que a APB advoga é que não deve haver qualquer tipo de intervenção legislativa em cima daquelas que nós já temos, que altere e que crie mais condicionantes à capacidade que os bancos têm de fixar livremente os preços dos serviços que prestam”, referiu a diretor-geral da APB Catarina Cardoso no Parlamento, esta sexta-feira. A APB foi ouvida pelos deputados no âmbitos os juros negativos na banca e também das comissões bancárias.

Segundo Catarina Cardoso, “se os bancos estão a cobrar um custo pelo serviço, é porque têm legitimidade para o fazer, porque entendem que ele tem subjacente um serviço que pressupõe custos associados”.

Sobre o MB Way, que permite realizar transferências entre contas bancárias e sobre as quais os bancos começaram este ano a aplicar comissões, a diretora-geral da APB notou que se mantêm as isenções para os clientes que utilizem a plataforma MB Way a partir das aplicações dos próprios bancos.

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