Economia alemã “superou a fase de debilidade”

  • Lusa
  • 13 Dezembro 2019

O banco central alemão espera que a economia cresça 0,5% no final deste ano e 0,6% em 2020. Além disso, considera que a economia possa "estar gradualmente a superar a atual fase de debilidade”.

O Bundesbank considerou esta sexta-feira que a “economia alemã superou a fase de debilidade”, mas que no quarto trimestre deste ano e no início de 2020 o crescimento continuará “muito contido”, como nos trimestres anteriores.

Nas últimas projeções económicas semestrais, divulgadas esta sexta-feira, o Bundesbank descarta “uma recessão”, tendo por base a situação atual.

Os economistas do Bundesbank veem, assim, “os primeiros sinais” de que a economia alemã possa “estar gradualmente a superar a atual fase de debilidade”.

O banco central germânico espera que a economia cresça 0,5% no final deste ano e 0,6% em 2020, o que representa uma forte revisão em baixa quando comparada com as previsões de junho último em que previu um crescimento de 0,6% para este ano e 1,2% no ano seguinte.

Atualmente, o Bundesbank prevê que a economia deverá crescer 1,4% em 2021 e no ano seguinte, respetivamente, contra uma previsão de 1,3% avançada em junho para este dois anos).

O presidente do Bundesbank, Jens Weidmann, não descarta, contudo, que “existem ainda fatores económicos externos que podem intensificar e prolongar o enfraquecimento do crescimento económico”.

O Bundesbank também reviu as previsões da inflação para 1,4% em 2019 (idêntica à previsão de junho) e de 1,3% em 2020 (contra 1,5% avançados em junho último), justificando para tal com a queda dos preços da energia.

Para 2021, o banco central alemão espera que a inflação no país cresça 1,6% (contra 1,7% na previsão anterior) e suba 1,9% no ano seguinte.

O Bundesbank espera também que as medidas de apoio à proteção climática que o governo aprovou recentemente contribuam para uma “subida acentuada” dos preços da energia.

Daí que enfatize os preços na Alemanha poderão subir mais do que em outros países da zona euro.

Em junho, o Bundesbank constatou que a economia alemã estava a arrefecer consideravelmente, após um período de grande prosperidade económica, mas esperava uma estabilização no semestre seguinte.

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