“Quem diz que não devemos ter excedentes não percebe nada de economia”, diz Álvaro Santos Pereira

  • ECO
  • 12 Janeiro 2020

Álvaro Santos Pereira considera que Portugal vai ter de continuar a apresentar excedentes orçamentais nos próximos anos, seja o Governo de esquerda ou de direita.

Álvaro Santos Pereira considera que Portugal vai ter de continuar a apresentar excedentes orçamentais nos próximos anos e diz que quem defende que o país não deve ter saldos orçamentais positivos “não percebe nada de economia”.

“Quem diz que nós não devíamos ter um excedente orçamental não percebe nada de economia, principalmente sabendo o nível de dívida que nós temos”, referiu o antigo ministro da Economia de Passos Coelho e atual diretor da OCDE em entrevista à Antena 1 e Jornal de Negócios (acesso livre).

“Todas as economias com boas políticas que vimos nas últimas duas décadas tiveram dívidas como nós tivemos, tiveram de ter ou excedentes orçamentais ou défices zero durante muitos anos. É fundamental”, acrescentou Santos Pereira.

O antigo ministro lembrou que a Grécia apresenta neste momento “excedentes orçamentais de 3% ou 3,5% do PIB, que é uma loucura”. E sublinhou de seguida que Portugal precisar de ter “nos próximos anos seguramente vários excedentes orçamentais”. “É óbvio que vai ter de acontecer, não interessa se somos de esquerda ou de direita”, frisou. O Governo prevê no Orçamento do Estado para 2020 um saldo positivo de 0,2% do PIB.

Na mesma entrevista, Álvaro Santos Pereira disse que o Executivo de António Costa tem “margem para baixar impostos” e tem “margem certamente para alterar o mix de impostos”. “Agora, isso depende das opções políticas”, afirmou.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

“Quem diz que não devemos ter excedentes não percebe nada de economia”, diz Álvaro Santos Pereira

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião