Pedidos de enfermeiros para emigrar disparam. Foram 4.506 em 2019

Mais de 4.500 enfermeiros pediram à Ordem dos Enfermeiros a declaração para efeitos de emigração em 2019, valor bem acima dos 2.736 pedidos de 2018 e dos 1.286 pedidos de 2017.

No último ano, mais de quatro mil enfermeiros pediram à Ordem liderada por Ana Rita Cavaco a declaração para efeitos de emigração, “um número recorde que triplica em relação a 2017 e representa um aumento de 64% face a 2018”, avançou, esta quinta-feira, esta entidade.

De acordo com a Ordem dos Enfermeiros, em 2017, tinham sido registados 1.286 solicitações de certificados de equivalência para exercer no estrangeiro. Esse número subiu, em 2018, para 2.736, tendo voltado a disparar em 2019, com 4.506 pedidos verificados. “O ano fechou com números surpreendentes e além dos estimados”, lê-se no comunicado divulgado, esta quinta-feira.

Ana Rita Cavaco, bastonária desta Ordem, sublinha que este é um “número preocupante, que diz muito sobre o estado da Saúde em Portugal” e atribuiu esta evolução à falta de contratação apesar das necessidades identificadas e às condições de trabalho. “No estrangeiro, os enfermeiros têm a formação e a especialidade pagas, têm, efetivamente, uma carreira com diferenciação salarial, mas, acima de tudo, são reconhecidos e acarinhados”, salienta.

De notar que o Reino Unido continua a ser o principal destino de emigração dos enfermeiros portugueses, seguido de Espanha e da Suíça. A Ordem dos Enfermeiros enfatiza, além disso, que os Emirados Árabes surgem já no sexto lugar da tabela de destinos preferenciais, salientando-se ainda a China e o Qatar.

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