16 países da UE crescem mais que Portugal. Maiores parceiros comerciais estão pior

As novas previsões da Comissão Europeia colocam Portugal na 17.ª posição na lista dos países da UE. Motores do euro e principais parceiros comerciais crescem menos que Portugal.

A economia portuguesa avança mais que a média da União Europeia (UE) este ano, mas quando ordenada a lista dos estados-membros do que mais cresce para o que menos cresce, Portugal ocupa a 17.ª posição no ranking de 27 países que formam o bloco europeu.

Bruxelas publicou esta quinta-feira as previsões intervalares de inverno onde atualiza as projeções apresentadas no outono passado. Nas contas do executivo comunitário, o PIB português sobe este ano 1,7%, acima dos 1,4% previstos para a UE e dos 1,2% na Zona Euro.

À frente de Portugal, na comparação entre todos os países, estão Malta, com uma previsão de crescimento económico de 4%, ocupando assim o primeiro lugar no ranking dos estados-membros. Para a Irlanda, Chipre e Grécia – que atravessaram processos de ajustamento -, Bruxelas antecipa aumentos do PIB de 3,6%, 2,8% e 2,4%, respetivamente.

Apesar de Portugal estar a crescer acima das médias comunitárias (tanto UE como Zona Euro), a comparação com os principais parceiros comerciais é desfavorável. A Comissão vê Espanha a crescer 1,6%, menos uma décima que Portugal, a Alemanha e a França a crescer apenas 1,1%. A estes países junta-se a Itália — outro dos países com maior peso no conjunto da UE e da Zona Euro — que deverá ver o PIB a subir apenas 0,3%.

Embora na UE e na ZE, as previsões da Comissão apontem para uma estabilização entre 2019 e 2020 — com crescimentos de 1,4% e 1,2% em cada um dos blocos para cada um dos anos –, são 20 os países onde se regista um abrandamento (entre eles Portugal), cinco aqueles onde este ano será melhor que o anterior e dois onde se manterá igual.

 

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

16 países da UE crescem mais que Portugal. Maiores parceiros comerciais estão pior

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião