Depois da Apple e Facebook, Google também estuda pagar notícias aos jornais

A Google está a estudar a criação de um serviço de notícias gratuito, pagando aos jornais para exibir os respetivos conteúdos. Conversações estão a decorrer com meios de comunicação europeus.

Depois da Apple e do Facebook, a Google também está a estudar como pagar aos jornais pelo conteúdo que mostra aos utilizadores. A ideia será a de criar um novo serviço de notícias, em colaboração com alguns órgãos de comunicação social internacionais.

Segundo o The Wall Street Journal (acesso pago), que avançou a notícia, a multinacional estará focada em licenciar conteúdos jornalísticos para um novo serviço de notícias grátis, que ainda não existe. Ainda não se conhecem detalhes, mas as discussões estarão a decorrer fora dos EUA, nomeadamente com jornais europeus, incluindo franceses.

Caso a Google chegue a acordo com os responsáveis pelos jornais e revistas, poderá ser considerado um ponto de viragem na posição da empresa. No passado, a gigante evitou a todo o custo pagar diretamente aos jornais pelo conteúdo exibido no serviço Google News e chegou mesmo a encerrar o produto no mercado espanhol, depois de se saber que as autoridades pretendiam forçar a empresa a pagar taxas de licenciamento.

A confirmarem-se estas informações, a Google será a terceira gigante tecnológica a apoiar diretamente o jornalismo de “alta qualidade”. A Apple foi a primeira, através do lançamento do serviço Apple News, onde disponibiliza cerca de centenas de jornais e revistas, como a Vogue, a GQ ou o The Wall Street Journal, por cerca de 9,99 dólares por mês.

Seguiu-se o Facebook, que no ano passado anunciou que pretendia pagar às publicações noticiosas para disponibilizar conteúdo na rede social. A empresa de Mark Zuckerberg criou um separador chamado “Top News”, dedicado exclusivamente a notícias, sendo que numa primeira fase a funcionalidade era dedicada a 200 mil utilizadores. Esta funcionalidade, porém, ainda não está disponível em Portugal.

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