“Estado tem capacidade orçamental para responder” ao vírus. “Tomará medidas de apoio à tesouraria das empresas”, diz Siza Vieira

Siza Vieira diz que é cedo para rever em baixa a previsão de crescimento económico para este ano por causa do vírus. Reconhece impacto nas empresas, ainda que ligeiro, mas garante apoio do Estado.

A OCDE reviu em baixa as estimativas para o crescimento da economia mundial, mas também para área do euro. Pedro Siza Vieira diz que é cedo para falar numa revisão das previsões para a economia nacional, para este ano, por causa do coronavírus. O ministro da Economia diz que o impacto que as empresas estão a sentir “é moderado ou reduzido”, mas garante que se for preciso, o Estado estará disponível para apoiar na retoma. O “Estado tomará medidas de apoio à tesouraria” das empresas.

Em entrevista ao “Isto é Economia”, na RTP3, Siza Vieira evitou antecipar cenários negativos para a economia portuguesa que, de acordo com as previsões do Governo, deverá crescer 1,9% este ano. “Ainda agora o INE reviu em alta o crescimento de Portugal em 2018 e 2019 [para 2,2%, neste último caso]. Julgo que estar a fazer projeções [para o crescimento deste ano] é prematuro”. “Ainda é cedo para falarmos” numa revisão das estimativas do Executivo para 2020.

O ministro da Economia diz que o impacto na economia “vai depender da duração da epidemia”, sendo que este “vai ser tanto mais reduzido quanto mais eficazes forem os serviços de saúde”. Impacto deste surto que já fez mais de três mil vítimas a nível mundial, infetando dezenas de milhares de pessoas, incluindo duas em Portugal, “vai depender da dimensão desta epidemia, mas também da retoma” que se seguir.

Siza Vieira, que esteve reunido com várias confederações, mas também representantes de vários setores de atividade para analisar o impacto do coronavírus, diz que esse ainda é reduzido. “Neste momento, o impacto que empresas estão a sentir é moderado ou reduzido”, diz, salientando que, obviamente, a hotelaria e as viagens estão a sentir mais” os efeitos do vírus. “Tem havido bastantes cancelamentos de viagens”, sendo que, diz, estes são “efeitos económicos desligados do real impacto do vírus”.

Perante impactos adversos na atividade, Siza Vieira garante que o Estado estará disponível para dar apoios. Havendo quebras nos fornecimentos às empresas portuguesas, que as impossibilite de trabalhar, reduções de encomendas, como está a acontecer no têxtil, ou mesmo na força de trabalho, em resultado de infeções dos trabalhadores, “aí o Estado tomará medidas de apoio à tesouraria das empresas”. “O Estado tem sempre disponíveis apoios de tesouraria. Permitirá o acesso a fundos para [as empresas] cumprirem as suas obrigações”, diz.

O “Estado tem capacidade de gerir esta situação. Temos uma situação orçamental que permite que os estabilizadores automáticos funcionem“, sem que isso impacte as finanças públicas, nota o ministro da Economia. Lembrando o que aconteceu em 2017, com os incêndios, Siza Vieira recordou que o Estado teve capacidade de resposta, disponibilizando centenas de milhões de euros. “O Estado tem capacidade para dar resposta”, rematou.

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