Landing.jobs levanta 2 milhões de euros. Prepara mudanças na empresa e no mercado de trabalho

Series A foi assegurada pelo grupo português LC Ventures e pelo investidor alemão Jacobo UG Investment suportado pelo Fundo 200M, gerido pela PME Investimentos.

Pedro Oliveira e José Paiva, cofundadores da Landing.jobs.Afonso Castella/Luma Visual Experience

A Landing.Jobs levantou dois milhões de euros em Series A, anunciou a empresa em comunicado. A ronda é feita em conjunto, entre o grupo português LC Ventures e pelo investidor alemão Jacobo UG Investment suportado pelo Fundo 200M, gerido pela PME Investimentos.

Esta é a segunda vez que a LC Ventures investe na startup portuguesa depois de, em 2015, ter participado numa ronda de 750 mil euros liderada pela Portugal Ventures, que entretanto fez exit da companhia.

A ronda de investimento vai servir para lançar a Future.Works Lisbon Tech Conference 2020, que decorre entre 29 e 30 de maio, em Lisboa, e vai juntar a comunidade à volta do melhor conteúdo tech, com workshops, networking e oportunidades para prever e preparar os futuros do mercado de trabalho, e ainda para assegurar a mudança de escritório da Landing.jobs que, desde o início do ano, já está sediada na Rua Braamcamp, em Lisboa.

“Não ficam por aqui as revoluções a sair da Landing.jobs para o mundo. A tecnologia vai revolucionar, e muito, a forma como trabalhamos. E a Landing.Jobs vai ser o instrumento para revolucionar milhares de carreiras e futuros”, diz Pedro Oliveira, cofundador da startup, numa referência à localização do novo escritório que entrou para a história por ter feito dos cravos o instrumento da revolução 25 de abril.

Fundada por José Paiva e Pedro Oliveira em 2016, a Landing.jobs é um marketplace de talento tech que faz o match entre os profissionais de tecnologia e ofertas de empresas internacionais e já mudou a forma como mais de 3.000 pessoas no mercado tech encontraram trabalho. Nos planos da startup está continuar a colocar Portugal como centro tech da Europa e um dos centros mundiais do remote working. A startup já ajudou a estabelecer dezenas de remote tech teams de empresas internacionais como a Sky, Daimler e Volkswagen.

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

Publisher do ECO

Comentários ({{ total }})

Landing.jobs levanta 2 milhões de euros. Prepara mudanças na empresa e no mercado de trabalho

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião