Gasolina e gasóleo podem cair 10 cêntimos na próxima semana. Poupança de 6 euros num depósito

Caso o preço do brent se mantenha nos atuais níveis, o preço da gasolina simples 95 desceria de 1,461 euros por litro para 1,361 euros na próxima semana.

O trambolhão no preço do petróleo está a provocar o pânico nos mercados e nas economias mundiais. Mas nem tudo são más notícias. Caso o brent mantenha o atual nível, perto dos 35 dólares, o preço do litro de gasolina e gasóleo pode baixar dez cêntimos na próxima semana, confirmou ao ECO uma fonte ligada às petrolíferas. Isto pode significar uma poupança a rondar os 6 euros para quem for atestar o depósito.

O alastrar da epidemia do coronavírus e a guerra de preços entre a Rússia e a Arábia Saudita levaram os preços do barril de Brent, que serve de referência para Portugal, a cair mais de 30% na noite de domingo, na maior quebra desde a Guerra do Golfo. Esta segunda-feira, a matéria-prima já está a aliviar ligeiramente, mas continua a cair mais de 20%, com o barril a negociar nos 36 dólares, em Londres.

Caso esta quebra se mantivesse até ao final da semana, por exemplo, o preço da gasolina simples 95 desceria de 1,461 euros por litro (o valor desta semana, que já representou uma redução de quatro cêntimos face à semana passada) para 1,361 euros. Isto pode significar uma poupança de 6 euros num depósito standard de 60 litros.

Se for abastecer de gasóleo, então os 81 euros que gastaria pelos mesmos 60 litros desceriam para 75 euros. Mas este é apenas um mero exercício teórico, porque tal como sublinhou ao ECO a mesma fonte, os mercados têm tendência a fazer correções no dia seguinte às fortes quebras, o que significaria que a média de cinco dias usada para calcular o preço dos combustíveis não se manteria nos níveis atuais. E a fixação dos preços finais também leva em conta outros fatores como a evolução do mercado cambial.

A Galp disse ao ECO que está a acompanhar de muito perto a evolução da situação”, mas desdramatiza a queda, frisando que “estas ocorrências são cíclicas e fazem parte da dinâmica dos mercados, devendo ser endereçadas com serenidade”. Fonte oficial da petrolífera disse ainda que “os mercados têm sido pressionados pela expectativa de menor procura global causada pelas circunstâncias derivadas do Covid-19 e, agora também do lado da oferta, com a expectativa de maior produção de matérias-primas por parte da OPEP/Rússia”.

Estamos num ciclo desafiante, mas confiantes, tendo em consideração o perfil integrado dos nossos negócios, dado que atuamos em toda a fileira do setor.

Fonte oficial da Galp

Para a Associação Portuguesa de Empresas Petrolíferas (Apetro) é preciso esperar para ver. “Vamos ter de esperar como evolui preço do crude e como influencia nos mercados internacionais que Portugal toma com referencia”, diz ao ECO António Comprido. O presidente da Apetro considera que, “neste momento, é prematuro” fazer estimativas sobre a evolução dos preços, “porque no mercado nacional os preços são ajustados semanalmente com base na media das cotações produtos refinados”. No entanto, admite que “a manter-se a baixa acentuada”, esta “acabará por ter influência nos preços de venda ao público”.

António Comprido lembra ainda que “uma descida na ordem dos 30% não representará uma descida da mesma ordem de grandeza nos combustíveis”, já que “o peso do preço do petróleo varia entre 20 a 25% do valor final do custo do combustível vendido ao consumidor final”. Há que ter em conta os impostos, que representam 63% do preço final, e ainda a incorporação dos biocombustíveis e dos custos logísticos e de comercialização que são responsáveis pela fatia restante de 14% do preço, explica o Expresso [acesso livre].

Vamos ter de esperar como evolui preço do crude e como influencia nos mercados internacionais que Portugal toma com referencia.

António Comprido

Presidente da Apetro

Este exercício é válido tanto para a gasolina como para o gasóleo. E no preço final a pagar nas bombas há também de ter em conta que “cada operador estabelece os seus preços”, frisou António Comprido.

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