Número de infetados com coronavírus sobe para 39. Há 339 suspeitos

  • ECO
  • 9 Março 2020

Aumentou para 39 o número de casos confirmados de coronavírus em território nacional, anunciou o secretário de Estado da Saúde, António Lacerda. Os suspeitos também subiram, são agora 339.

Aumentou para 39 o número de casos confirmados de coronavírus em território nacional, anunciou ao final da tarde o secretário de Estado da Saúde, acrescentando que o número de casos suspeitos também subiu para 339. Esta segunda-feira, a Direção-Geral de Saúde (DGS) aprovou o novo plano nacional de contingência para preparar a resposta para as várias fases e níveis de epidemia do Covid-19.

Em apenas um dia, foram confirmados nove novos casos de coronavírus face aos 30 que se contabilizavam este domingo. Há ainda 339 casos suspeitos, que “aguardam resultados laboratoriais”, estando a maioria destas pessoas “clinicamente estável”, e regista-se ainda uma doente que “inspira alguns cuidados e uma vigilância clínica mais apertada”, detalhou António Lacerda, no briefing transmitido pelas televisões

Os primeiros casos de coronavírus “foram importados de Itália e Espanha”, sendo que o norte do país é a “região mais afetada” de momento, continuou o secretário de Estado da Saúde.

Em Lousada e Felgueiras todas as escolas estão encerradas, assim como duas escolas na Amadora — Roque Gameiro e Secundária da Amadora — e duas no Algarve — EB 2,3 Professor José Buísel e Secundária Manuel Teixeira Gomes. Em alguns casos há encerramento de algumas turmas, noutros há o encerramento completo de escolas, medidas que “não são arbitrárias” e que “seguem determinadas orientações”.

Até ao momento foram ativados dois hospitais de segunda linha, como é o caso do Hospital de Faro, adiantou o secretário de Estado da Saúde, estando atualmente dez a receber doentes — Hospital de São João, Hospital de Santo António, Hospital de Braga, Hospital Pedro Hispano, Hospital da Guarda, Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra, Hospital Curry Cabral, Hospital Dona Estefânia e Hospital de Santa Maria. “À medida que a situação vai evoluindo, serão ativadas mais unidades e todos os hospitais poderão estar aptos a receber doentes”, disse António Lacerda.

O responsável explicou que têm acontecido reuniões diárias no Ministério da Saúde e que haverá duas atualizações diárias do número de casos suspeitos e confirmados — uma conferência de imprensa de manhã e outra às 18h30. “É importante que Portugal continue a confiar e a seguir as recomendações da Autoridade Nacional de Saúde”, disse.

Num momento em que a Organização Mundial de Saúde admite que a ameaça de uma pandemia “voltou a ser muito real”, depois de o número de casos ter superado os 111 contágios em mais de 100 países, a diretora geral da Saúde, Graça Freitas, garante que “Portugal está alinhado com a União Europeia relativamente ao fecho de fronteiras” e que vai “esperar” pela posição da União Europeia nesta matéria. A questão foi colocada depois de a secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, ter admitido que não está descartada a hipótese de Portugal encerrar as fronteiras. “Neste momento, o fecho de fronteiras ainda não foi identificado como absolutamente essencial. Se o for, é praticamente garantido que as autoridades o avaliarão e poderá ser essa uma das opções tomadas”, disse aos microfones da TSF.

Graça Freitas garante ainda que “a situação está controlada”, sem se verificar um crescimento desproporcional da doença, “mas o comportamento do vírus pode modificar-se”, admitiu a diretora geral da Saúde, que também é médica.

Mas, a doença respiratória grave, como pneumonia, passou a ser considerada como um dos critérios para despistar a infeção pelo novo coronavírus. a par da existência de sintomas como febre, por exemplo, contactos com doentes e área geográfica com contágio ativo.

No que se refere à escassez de material de proteção, ambos os responsáveis garantem que estão no terreno os procedimentos concursais para a compra de equipamentos — foram lançados a 5 de março –, mas ainda não foi possível comprar todo o material a que Portugal se propunha, já que há escassez entre os fornecedores. “Adquiriremos à medida que o mercado for tendo”, disse Graça Freitas, lembrando que “as compras são um processo dinâmico”.

De qualquer forma, está em curso uma “partilha de recursos entre as várias instituições” e “se for necessário haverá recurso à reserva estratégica”, explicaram os responsáveis, avançando ainda que os serviços receberam instruções para, de forma descentralizada, fazerem as suas próprias reservas.

(Notícia atualizada)

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