Depois de Lisboa e Coimbra, Universidade do Minho suspende atividades letivas presenciais

  • Lusa
  • 10 Março 2020

Depois da Universidade de Coimbra e de Lisboa terem suspendidos as atividades letivas presenciais, a Universidade do Minho fez o mesmo. A suspensão abrange cerca de 20 mil alunos.

A Universidade do Minho (UMinho) decretou esta terça-feira a suspensão das atividades letivas presenciais em todos os polos, tanto em Braga como em Guimarães, depois de um aluno ter sido infetado com o novo coronavírus.

Até aqui, apenas estavam suspensas as aulas no campus de Gualtar, em Braga.

Agora, por despacho do reitor, a suspensão foi alargada a toda a universidade, uma medida justificada, desde logo, com o agravamento da situação sanitária na região Norte do país nas últimas horas.

Fonte da academia disse esta terça-feira à Lusa que esta suspensão abrange cerca de 20 mil alunos.

No despacho, o reitor, Rui Vieira de Castro, sublinha ainda a necessidade de atenuar o quadro de “grande instabilidade” que afeta a vida da universidade e a necessidade de a academia assumir uma posição que contribua ativamente para a prevenção e o controlo da epidemia de Covid-19.

Conforme decretado anteriormente, os estudantes que se encontram na Residência Carlos Lloyd Braga e na Residência de Santa Tecla (Bloco B e Bloco D) “devem manter-se em quarentena profilática”, sendo-lhes asseguradas as condições necessárias à sua permanência nas residências, como alimentação, cuidados de saúde e higiene.

Os estudantes que se encontram instalados nas residências da UMinho com possibilidade de regressar temporariamente ao seu domicílio “devem fazê-lo, minimizando os contactos interpessoais” e respeitando as recomendações da Direção Geral de Saúde.

“Apela-se a que todos os membros da comunidade universitária assumam uma posição serena e responsável, contribuindo para que a universidade lide da melhor forma com a crise que enfrenta”, refere o despacho.

Portugal regista 39 casos confirmados de infeção por Covid-19, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).

A DGS comunicou também que em Portugal se atingiu um total de 339 casos suspeitos desde o início da epidemia, 67 dos quais ainda a aguardar resultados laboratoriais.

Face ao aumento de casos, o Governo ordenou a suspensão temporária de visitas em hospitais, lares e estabelecimentos prisionais na região Norte. Foram também encerrados alguns estabelecimentos de ensino, sobretudo no Norte do país, assim como ginásios, bibliotecas, piscinas e cinemas.

O jornalismo continua por aqui. Contribua

Sem informação não há economia. É o acesso às notícias que permite a decisão informada dos agentes económicos, das empresas, das famílias, dos particulares. E isso só pode ser garantido com uma comunicação social independente e que escrutina as decisões dos poderes. De todos os poderes, o político, o económico, o social, o Governo, a administração pública, os reguladores, as empresas, e os poderes que se escondem e têm também muita influência no que se decide.

O país vai entrar outra vez num confinamento geral que pode significar menos informação, mais opacidade, menos transparência, tudo debaixo do argumento do estado de emergência e da pandemia. Mas ao mesmo tempo é o momento em que os decisores precisam de fazer escolhas num quadro de incerteza.

Aqui, no ECO, vamos continuar 'desconfinados'. Com todos os cuidados, claro, mas a cumprir a nossa função, e missão. A informar os empresários e gestores, os micro-empresários, os gerentes e trabalhadores independentes, os trabalhadores do setor privado e os funcionários públicos, os estudantes e empreendedores. A informar todos os que são nossos leitores e os que ainda não são. Mas vão ser.

Em breve, o ECO vai avançar com uma campanha de subscrições Premium, para aceder a todas as notícias, opinião, entrevistas, reportagens, especiais e as newsletters disponíveis apenas para assinantes. Queremos contar consigo como assinante, é também um apoio ao jornalismo económico independente.

Queremos viver do investimento dos nossos leitores, não de subsídios do Estado. Enquanto não tem a possibilidade de assinar o ECO, faça a sua contribuição.

De que forma pode contribuir? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

Obrigado,

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Depois de Lisboa e Coimbra, Universidade do Minho suspende atividades letivas presenciais

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião