Revista de imprensa internacional

O coronavírus continua a marcar a atualidade internacional, no dia em que o presidente chinês visita Wuhan pela primeira vez após o surto. Plataformas digitais crescem com impulso do Covid-19.

A epidemia do coronavírus continua a marcar a atualidade global. Enquanto em Portugal o Governo toma medidas preventivas para limitar a propagação do vírus e lança uma linha de crédito de apoio às empresas, Bruxelas estuda regras sobre ajudas de Estado às empresas. As aplicações de entrega de refeições ao domicílio e serviços digitais por subscrição estão a também a registar aumentos nas vendas. Em Espanha, a Mercadona prepara-se para vender 36 lojas com o intuito de arrecadar 200 milhões de euros.

Financial Times

Bruxelas estuda alívio nas regras sobre as ajudas de Estado

A Comissão Europeia pode vir a ser mais flexível com os governos nas regras sobre as ajudas de Estado, uma medida de suporte às empresas em plena epidemia do coronavírus. Bruxelas está a estudar quais as formas mais eficazes de permitir estas ajudas estatais em “circunstâncias excecionais” como as atuais, numa altura em que o surto já está a provocar “vasto impacto” na economia global.

Leia a notícia completa no Financial Times (acesso pago, conteúdo em inglês).

The Guardian

Plataformas digitais crescem com impulso do coronavírus

Aplicações de entrega de refeições ao domicílio e serviços digitais por subscrição estão a registar aumentos nas vendas, num momento em que os receios sobre o coronavírus têm levado muita gente a optar por ficar em casa. Assim, ao mesmo tempo que o surto ameaça os restaurantes e comerciantes tradicionais, as vendas em serviços como a Uber Eats e Deliveroo aumentam 8,7%, enquanto plataformas como a Netflix crescem 12,4%, mostram dados do British Retail Consortium e da KPMG.

Leia a notícia completa no The Guardian (acesso livre, conteúdo em inglês).

Bloomberg

Presidente chinês visita Wuhan pela primeira vez após o surto

O Presidente chinês, Xi jinping, chegou esta terça-feira à cidade de Wuhan para uma “visita de inspeção”, na sua primeira deslocação ao epicentro do surto do Covid-19. O líder chinês vai reunir com moradores, médicos, doentes e políticos locais, detalhou a agência. A visita surge no dia em que a China regista o menor número de novos casos, 19, desde que a contagem começou a ser feita a nível nacional. Esta cidade chinesa está desde 23 de janeiro em quarentena, mas agora já estão a ser autorizadas algumas movimentações dentro da província de Hubei, em Wuhan.

Leia a notícia completa na Bloomberg (acesso condicionado, conteúdo em inglês).

El País

Tribunal anula dívida de cidadão com o seu banco porque o contrato tinha letras pequenas

A Audiencia Provincial de Madrid deliberou que um cidadão ficou ilibado de pagar uma dívida de 6.443 euros ao banco, uma vez que o contrato do cartão de crédito era “ilegível”. A sentença, datada de de outubro de 2019, refere que o tipo de letra “minúsculo” da cláusula originou a violação de todos os requisitos de transparência exigidos por lei para este tipo de produto financeiro.

Leia a noticia completa no El País (acesso livre, conteúdo em espanhol).

El Confidencial

Mercadona vai vender imóveis. Passa a arrendatária

A Mercadona vai vender 36 lojas com o intuito de arrecadar 200 milhões de euros. Para o efeito, vai investir na fórmula “sale & leaseback”, ou seja, a cadeia de supermercados liderada por Juan Roig vai procurar compradores para os seus estabelecimentos em troca de garantir uma renda mediante o aluguer. “Atualmente temos um grande número de imóveis, fruto dos investimentos realizados em aquisição de terrenos e locais durante os últimos anos, e agora decidimos transformar ativos imobiliários em dinheiro para, com os nossos recursos, acelerar a brutal transformação da Mercadona”, explica uma fonte oficial do supermercado.

Leia a notícia completa no El Confidencial (acesso livre, conteúdo em espanhol).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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