Covid-19: Comité Olímpico Internacional reitera que Tóquio2020 segue como planeado

  • Lusa
  • 17 Março 2020

Em comunicado, o Comité Olímpico Internacional diz-se" completamente comprometido com os Jogos Olímpicos Tóquio2020" não prevendo, para já, um adiamento da competição.

O Comité Olímpico Internacional (COI) reiterou esta terça-feira o “comprometimento completo” com a realização dos Jogos Olímpicos Tóquio2020 nas datas previstas, de 24 de julho a 9 de agosto, por não existir “necessidade de quaisquer decisões drásticas”.

O COI continua completamente comprometido com os Jogos Olímpicos Tóquio2020 e, com mais de quatro meses antes do arranque dos Jogos, não há necessidade de quaisquer decisões drásticas neste momento; qualquer especulação será contraproducente“, pode ler-se num comunicado daquele organismo, em resposta a rumores de que o evento será cancelado ou adiado devido à pandemia de Covid-19.

O Governo japonês asseverou esta terça-feira a vontade de realizar os Jogos como previsto, num dia em que o vice-presidente do Comité Olímpico do Japão, Cozo Tashima, testou positivo a Covid-19.

O comunicado surge após reuniões mantidas com federações internacionais de desportos olímpicos, as primeiras entre COI e várias partes interessadas na prova, seguindo-se os comités nacionais, representantes de atletas, Comité Paralímpico Internacional e outras partes, marcadas “para os próximos dias”.

Assumindo que esta é uma “situação sem precedentes para todo o mundo”, o COI encoraja “todos os atletas a continuarem a preparar-se para Tóquio2020 da melhor forma possível”.

“Continuaremos a apoiar os atletas ao estar em contacto com eles e com os comités nacionais, e providenciando informação atualizada, acessível através do sítio na Internet Athlete365 e através das federações nacionais e internacionais”, pode ler-se no comunicado.

Aquele organismo manifestou ainda “confiança que as muitas medidas tomadas vão conter a Covid-19” e agradeceu o apoio dos líderes do G7, expressado pelo primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, que declarou os Jogos como um momento em que “a raça humana vai conquistar o novo coronavírus”.

Definidos ficaram dois “princípios” que podem ultrapassar essa vontade de realizar os Jogos como planeado: “proteger a saúde de todos envolvidos e apoiar a contenção do vírus”, e “salvaguardar os interesses dos atletas e do desporto olímpico”.

O COI vai continuar a monitorizar a situação e a tomar decisões quando for pertinente, garantindo que qualquer escolha em torno de Tóquio2020 “não vai ser determinada por interesses financeiros, porque graças às políticas de gestão de risco e de seguro, poderá, em qualquer caso, continuar a sua operação e garantir a missão de organizar Jogos Olímpicos”.

“A saúde e bem-estar de todos os envolvidos na preparação dos Jogos Olímpicos é a nossa prioridade. Todas as medidas estão a ser tomadas para salvaguardar a segurança e interesses de atletas, técnicos e equipas de suporte. Somos uma comunidade olímpica, e apoiamo-nos em bons momentos e em maus momentos. A solidariedade olímpica define-nos”, explicou, citado em comunicado, o presidente do COI, Thomas Bach.

Já o presidente da Associação de Federações Internacionais de desportos olímpicos de verão, Francesco Ricci Bitti, agradeceu a todos os que trabalham com vista a Tóquio2020 e à “grande flexibilidade” de atletas e federações devido à pandemia, e reforçou o comprometimento com manter a agenda para os Jogos deste ano.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou mais de 180 mil pessoas, das quais mais de 7.000 morreram. Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 145 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.

Depois da China, que regista a maioria dos casos, a Europa tornou-se o epicentro da pandemia, com mais 67 mil infetados e pelo menos 2.684 mortos, o que levou vários países a adotarem medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

Em Portugal há 448 pessoas infetadas, segundo o mais recente boletim diário da Direção-Geral da Saúde, mais 117 do que na segunda-feira, dia em que se registou a primeira morte no país.

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