Renault Cacia também suspende produção, depois da PSA e da Autoeuropa

A fábrica automóvel da Renault Cacia em Aveiro também suspendeu a produção até 29 de março. PSA de Mangualde e Volkswagen Autoeuropa já tinham tomado decisões semelhantes.

Depois da PSA em Mangualde e da Volkswagen Autoeuropa em Palmela, a fábrica automóvel da Renault Cacia em Aveiro também vai parar em consequência do coronavírus. A direção já informou os colaboradores da suspensão da produção a partir desta quarta-feira, em vigor até dia 29 de março, avançou o Jornal de Negócios (acesso condicionado) e confirmou o ECO.

“Devido a dificuldades na cadeia coletiva de abastecimento da fábrica, por não termos os componentes necessários externos, para já vamos encerrar a fábrica entre 18 e 29 março”, disse ao ECO fonte oficial da empresa. Questionado sobre se esta paragem pode ser alargada no fim do período, a mesma fonte reconheceu que sim.

Já depois da publicação desta notícia, a Renault Cacia oficializou a paragem num comunicado: “Face à atual situação de disseminação do coronavírus e tendo como prioridade máxima a segurança dos seus trabalhadores, o grupo Renault decidiu suspender a produção da fábrica Renault Cacia, a partir das 6h00, de 18 de março. Esta decisão foi já comunicada às organizações sindicais”, informa a nota.

A decisão da suspensão da produção foi tomada na manhã desta terça-feira. Ora, num email enviado aos trabalhadores, a direção da Renault Cacia confirma que está a “sentir os efeitos diretos nas suas cadeias globais de abastecimento, fruto das medidas de contenção para minimizar os impactos da Covid-19”.

De acordo com o Negócios, a suspensão será consumada de duas formas. De 18 a 23 de março, serão utilizados créditos da bolsa de horas, “a título excecional”, mas alguns trabalhadores poderão usufruir de férias vencidas e não gozadas em anos anteriores, transitadas e superiores a 25 dias. Depois, de 24 a 29 de março, a empresa avançou com um período de férias coletivas.

Esta decisão segue-se a outras semelhantes que já foram tomadas por fábricas automóveis em Portugal, como é o caso da PSA em Mangualde e da Volkswagen Autoeuropa em Palmela. Esta última parou a produção “com efeitos imediatos” já na manhã desta terça-feira.

(Notícia atualizada a 18 de março, 10h35, com comunicado da Renault)

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Renault Cacia também suspende produção, depois da PSA e da Autoeuropa

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião