Hoje nas notícias: estado de emergência, 5G e juízes do TC

  • ECO
  • 19 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

No dia em que o Conselho de Ministros deverá aprovar as medidas mais restritivas decorrentes do estado de emergência, as operadoras de telecomunicações pedem a suspensão do leilão de 5G. Esta quinta-feira fica ainda marcada pela nota de que a eleição de juízos do Tribunal Constitucional só avançará quando Parlamento regressar à normalidade e de que os grandes empregadores estão fora das linhas de crédito anunciadas pelo Governo face ao coronavírus. António Costa escreve uma opinião em que considera que o jornalismo é a única forma de defesa contra a massificação das fake news e o consequente crescimento dos populismos e extremismo.

Que medidas vão lançar o estado de emergência?

Portugal está em estado de emergência desde a meia-noite desta quinta-feira, mas só esta tarde serão aprovadas as medidas mais restritivas, que vão entrar em vigor. Em cima da mesa do Conselho de Ministros está o acentuar das restrições ao funcionamento de atividades comerciais até dia 9 de abril, mas para já não será discutido um recolher obrigatório nem uma quarentena obrigatória. Ainda assim, o teletrabalho deverá passar a ser obrigatório para todas as funções que puderem ser feitas a partir de casa. Leia a notícia completa no Expresso (acesso pago).

43 grandes empregadores fora as linhas de crédito face ao surto

O Executivo de António Costa apresentou, na quarta-feira, quatro novas linhas de crédito, mas as empresas com mais de três mil trabalhadores não vão ter acesso a estes apoios. Em causa estão as muito grandes empregadoras, que em Portugal são apenas 43 empresas, de acordo com os dados mais recentes do Instituto Nacional de Estatística (INE). A grande maioria desses empregadores leva a cabo atividades administrativas e de serviços de apoio, o que inclui call centers e até os CTT. Leia a notícia completa no Diário de Notícias (acesso pago).

Eleição de juízes do TC só avança quando AR se normalizar

Só quando a Assembleia da República regressar à normalidade dos trabalhos se deverá realizar a eleição do novo presidente do Conselho Social e Económico (CES), dos dois juízes em falta no Tribunal Constitucional (TC) e dos restantes nomeados pelo Parlamento para órgãos externos. A líder parlamentar do PS já tem alguns nomes em mente, mas ainda não os discutiu com António Costa, líder dos socialistas e primeiro-ministro. Isto face à pandemia de coronavírus que Portugal atualmente enfrente. Só depois de Costa dizer “sim” a esses nomes deverá Ana Catarina Mendes discuti-los com Rui Rio. Leia a notícia completa no Público (acesso condicionado).

Operadores querem suspensão do leilão do 5G

Face à pandemia de coronavírus, as operadoras de telecomunicações querem a suspensão do leilão do 5G, que estava previsto para o próximo mês. À Anacom já terá chegado um requerimento nesse sentido, estando agora o regulador a analisar o pedido de suspensão. As empresas do setor salientam que o foco, neste momento, tem de estar em assegurar que não há problemas de comunicação em Portugal. Além disso, uma vez que os leilões podem durar vários dias e muitos gestores estão em teletrabalho, as operadoras consideram que não é viável avançar para já com o processo. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago).

 

“Oferecer o que as redes sociais não dão”

“Quando mais redes sociais houver, mais necessitamos de órgãos de comunicação social que garantam a qualidade da informação”. Quem o diz é o primeiro-ministro, que considera que o jornalismo é a “única forma” de defesa contra a massificação das fake news e do risco consequente do crescimento de populismos e extremismo. António Costa sublinha ainda que atualmente, já sem censura oficial, há “outras formas de condicionamento da liberdade e novos desafios para enfrentar”. “A liberdade de expressão é a primeira das liberdades individuais. O direito a informar, a ser informado e a liberdade de imprensa são declinações essenciais da liberdade de expressão”, remata. Leia a opinião completa no Correio da Manhã (acesso livre).

Uma carta aos nossos leitores

Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

  • Acompanhamos a cobertura da atualidade, porque tudo é economia.
  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
  • Escrutinamos o que o Governo está a fazer, exigimos respostas, saímos da cadeira (onde quer que ele esteja) ou usamos os ecrãs das plataformas que nos permitem questionar à distância.

O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

  • O ECO é um jornal económico online para os empresários e gestores, para investidores, para os trabalhadores que defendem as empresas como centros de criação de riqueza, para os estudantes que estão a chegar ao mercado de trabalho, para os novos líderes.

No momento em que uma pandemia se transforma numa crise económica sem precedentes, provavelmente desde a segunda guerra mundial, a função do ECO e dos seus jornalistas é ainda mais crítica. E num mundo de redes sociais e de cadeias de mensagens falsas – não são fake news, porque não são news --, a responsabilidade dos jornalistas é imensa. Não a recusaremos.

No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

É por isso que precisamos de si, caro leitor. Que nos visite. Que partilhe as nossas notícias, que comente, que sugira, que critique quando for caso disso. O ECO tem (ainda) um modelo de acesso livre, não gratuito porque o jornalismo custa dinheiro, investimento, e alguém o paga. No nosso caso, são desde logo os acionistas que, desde o primeiro dia, acreditaram no projeto que lhes foi apresentado. E acreditaram e acreditam na função do jornalismo independente. E os parceiros anunciantes que também acreditam no ECO, na sua credibilidade. As equipas do ECO, a editorial, a comercial, os novos negócios, a de desenvolvimento digital e multimédia estão a fazer a sua parte. Mas vamos precisar também de si, caro leitor, para garantir que o ECO é económica e financeiramente sustentável e independente, condições para continuar a fazer jornalismo de qualidade.

Em breve, passaremos ao modelo ‘freemium’, isto é, com notícias de acesso livre e outras exclusivas para assinantes. Comprometemo-nos a partilhar, logo que possível, os termos e as condições desta evolução, da carta de compromisso que lhe vamos apresentar. Esta é uma carta de apresentação, o convite para ser assinante do ECO vai seguir nas próximas semanas. Precisamos de si.

António Costa

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