Hoje nas notícias: Aeroporto, hospitais e festivais

  • ECO
  • 26 Março 2020

Dos jornais aos sites, passando pelas rádios e televisões, leia as notícias que vão marcar o dia.

Numa altura em que o país entra na fase da mitigação da pandemia, as Forças Armadas estão preparadas para uma intervenção mais forte a nível nacional. Ao mesmo tempo que os hospitais privados já começaram a exigir o Estado o “pagamento imediato” das dívidas em atraso que, dizem, ascendem a vários milhões de euros. E esta crise do coronavírus está ainda a deixar em risco tanto os festivais de verão como o aeroporto do Montijo.

Covid-19 deixa aeroporto do Montijo em “standby”

O Governo e a ANA – Aeroportos de Portugal não desistiram do projeto do aeroporto complementar do Montijo, mas não estão a avançar no processo. O surto de Covid-19 deixou a expansão do aeroporto em standby, não tendo sido pedida a apreciação prévia de viabilidade ou marcada a reunião entre Governo e autarcas. Leia a notícia completa no Jornal de Negócios (acesso pago)

Hospitais privados pedem “pagamento imediato” de dívidas

A Associação Portuguesa de Hospitalização Privada (APHP) pediu ao Ministério da Saúde, à ADSE e ao Instituto de Ação Social das Forças Armadas (IASFA) que procedam ao “pagamento imediato” das dívidas em atraso relacionadas com a prestação de serviços feitas pelos hospitais privados a estas entidades. Em causa estão dívidas de vários milhões de euros, isto numa altura em que estas entidades são chamadas a responder ao Covid-19. “Os hospitais privados são uma das áreas que mais têm sido penalizadas com os atrasos nos pagamentos do Estado”, refere o email enviado pela APHP. Leia a notícia completa no Público (link indisponível)

Forças Armadas a postos para uma intervenção mais forte

Com a entrada do país na fase de mitigação, segundo várias fontes policiais e militares, está a ser preparada uma intervenção mais forte das Forças Armadas, no caso de haver uma rutura de capacidades da GNR e da PSP. Nesta fase de mitigação da pandemia, o nível de prontidão dos agrupamentos sanitários e a capacidade de emergência serão reforçados, começarão a ser instalados mais módulos de hospitais de campanha e há instalações militares preparadas em várias unidades do país para receber doentes infetados menos graves. Leia a notícia completa no Diário de Notícias

Pandemia deixa festivais de música em risco

O surto de coronavírus está também a ter impacto na cultura, pondo em risco os vários festivais marcados para o verão, sobretudo em maio e junho. A organização do North Music Festival diz estar a “equacionar todos os cenários”, enquanto o Primavera Sound vai decidir até ao final deste semana o que fazer. Já os responsáveis pelo Rock In Rio dizem ter “todas as equipas operacionais”, mas sempre com as recomendações de segurança. Leia a notícia completa no Correio da Manhã

São Bento em serviços mínimos até nova ordem

Não há planos para fechar o Parlamento devido ao surto de Covid-19, mas a pandemia está a obrigar a medidas de prevenção. A Assembleia da República vai continuar a funcionar, com um quórum flutuante de 116 deputados, que podem não estar todos no plenário no momento de votar. Até novas ordens, irá cumprir apenas serviços mínimos. Leia a notícia completa no Jornal de Notícias (link indisponível)

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Vivemos tempos indescritíveis, sem paralelo, e isso é, em si mesmo, uma expressão do que se exige hoje aos jornalistas que têm um papel essencial a informar os leitores. Se os médicos são a primeira frente de batalha, os que recebem aqueles que são contaminados por este vírus, os jornalistas, o jornalismo é o outro lado, o que tem de contribuir para que menos pessoas precisem desses médicos. É esse um dos papéis que nos é exigido, sem quarentenas, mas à distância, com o mesmo rigor de sempre.

Aqui, no ECO, estamos a trabalhar 24 horas vezes 24 horas para garantir que os nossos leitores têm acesso a informação credível, rigorosa, tempestiva, útil à decisão. Para garantir que os milhares de novos leitores que, nas duas últimas semanas, visitaram o ECO escolham por cá ficar. Estamos em regime de teletrabalho, claro, mas com muita comunicação, talvez mais do que nunca nestes pouco mais de três anos de história.

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  • Escrevemos Reportagens e Especiais sobre os planos económicos e as consequências desta crise para empresas e trabalhadores.
  • Abrimos um consultório de perguntas e respostas sobre as mudanças na lei, em parceria com escritórios de advogados. Contamos histórias sobre as empresas que estão a mudar de negócio para ajudar o país
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O que queremos fazer? O que dissemos que faríamos no nosso manifesto editorial

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No entanto, o jornalismo não é imune à crise económica em que, na verdade, o setor já estava. A comunicação social já vive há anos afetada por várias crises – pela mudança de hábitos de consumo, pela transformação digital, também por erros próprios que importa não esconder. Agora, somar-se-ão outros fatores de pressão que põem em causa a capacidade do jornalismo de fazer o seu papel. Os leitores parecem ter redescoberto que as notícias existem nos jornais, as redes sociais são outra coisa, têm outra função, não (nos) substituem. Mas os meios vão conseguir estar à altura dessa redescoberta?

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António Costa

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