Desemprego nos EUA sobe para 4,4% em março. Bolsas recuam

A taxa de desemprego nos EUA subiu para 4,4% em março, um dado que ainda não reflete o aumento histórico nos pedidos de subsídio de desemprego. Os índices recuam perante esta informação.

As bolsas norte-americanas recuam, no dia em que se sabe que a taxa de desemprego nos EUA subiu de 3,5% em fevereiro para 4,4% em março. Esta informação surge no rescaldo da notícia de que 6,6 milhões de cidadãos pediram subsídio de desemprego na última semana e ainda não reflete totalmente esse número recorde, o que está a gerar mais ansiedade nos investidores.

Depois de o número de infetados pelo novo coronavírus ter ultrapassado a fasquia psicológica do milhão de pessoas, com os EUA no topo da lista dos países com mais casos confirmados, o S&P 500 está a desvalorizar 0,33%, para 2.518,54 pontos. Já o industrial Dow Jones perde 0,39%, para 21.329,13 pontos, e o tecnológico Nasdaq recua 0,35%, para 7.461,11 pontos.

A pesar nas negociações estão empresas como a Apple, cujos títulos recuam 0,30%, para 244,08 dólares, mas também o Facebook. A rede social fundada por Mark Zuckerberg desvaloriza 0,83%, para 156,80 dólares.

As bolsas refletem assim o fraco desempenho do mercado laboral da maior economia do mundo, um dia depois de os investidores terem ignorado a subida histórica nos pedidos de subsídio de desemprego. Em causa, publicações do Presidente Donald Trump no Twitter que apontaram para a iminência de um acordo entre Arábia Saudita e Rússia na guerra de preços do petróleo.

Desde então, a Rússia aplicou um travão ao entusiasmo, deixando a aparência de que um eventual acordo poderá não estar tão próximo como se acreditava. Ainda assim, e a faltarem poucas horas para uma reunião entre Trump e responsáveis do setor petrolífero norte-americano, os futuros do WTI continuam a recuperar e avançam mais de 8%, colocando o barril a cotar nos 27,38 dólares.

Este desempenho está a puxar pelos títulos das empresas petrolíferas. É o caso da Occidental Petroleum, que valoriza 6,98%, para 13,64 dólares.

Quanto vale uma notícia? Contribua para o jornalismo económico independente

Quanto vale uma notícia para si? E várias? O ECO foi citado em meios internacionais como o New York Times e a Reuters por causa da notícia da suspensão de António Mexia e João Manso Neto na EDP, mas também foi o ECO a revelar a demissão de Mário Centeno e o acordo entre o Governo e os privados na TAP. E foi no ECO que leu, em primeira mão, a proposta de plano de recuperação económica de António Costa Silva.

O jornalismo faz-se, em primeiro lugar, de notícias. Isso exige investimento de capital dos acionistas, investimento comercial dos anunciantes, mas também de si, caro leitor. A sua contribuição individual é relevante.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Desemprego nos EUA sobe para 4,4% em março. Bolsas recuam

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião