Metro de Lisboa adjudica primeira fase da linha circular. Paga 48,6 milhões à Zagope

O metro de Lisboa adjudicou à Zagope-Construção e Engenharia, S.A. a primeira fase da expansão da sua rede. Vai pagar 48,6 milhões mais IVA pela execução de parte da obra entre o Rato e Santos.

Está oficialmente adjudicada a primeira empreitada da construção da linha circular no metro de Lisboa, concretamente uma parte da expansão da rede desde o Rato até Santos. A empresa contratada foi a Zagope-Construção e Engenharia, S.A. pelo preço contratual de 48,6 milhões de euros mais IVA, revelou a empresa este domingo, num comunicado.

“O Metropolitano de Lisboa, na sequência do concurso limitado por prévia qualificação para a ‘Empreitada de Projeto e Construção dos Toscos no âmbito da concretização do Plano de Expansão do Metropolitano de Lisboa – Prolongamento das Linhas Amarela e Verde (Rato – Cais do Sodré)’ aprovou, no dia 9 de abril, a decisão de adjudicação para a celebração do contrato referente ao ‘Lote 1: Execução dos toscos entre o término da Estação Rato e a Estação Santos'”, lê-se na nota enviada à comunicação social.

Segundo a empresa pública, “a assinatura do contrato ocorrerá decorridos os prazos legais e a tramitação subsequente, nos termos do regime fixado no Código dos Contratos Públicos”. “A presente empreitada tem como prazo de execução 960 dias de calendário, contados a partir da consignação, que só pode ocorrer após obtenção do visto prévio do Tribunal de Contas”, sublinha.

O metro de Lisboa garante que o plano de expansão “tem como objetivo contribuir para a melhoria da mobilidade na cidade de Lisboa, fomentando a acessibilidade e a conectividade em transporte público, promovendo a redução dos tempos de deslocação, a descarbonização e a mobilidade sustentável”, conclui.

Esta adjudicação acontece depois de o Parlamento ter tentado travar a construção da linha circular no metro de Lisboa, com a ligação do Rato até ao Cais do Sodré. No entanto, a decisão, que foi altamente criticada pelo Governo e pelo PS, acabou por ficar sem efeito: o Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, considerou que os deputados fizeram apenas uma “recomendação política”, viabilizando o avançar do projeto, que tem um custo estimado de 210 milhões de euros.

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