Falha grave na aplicação Mail deixou expostos iPhones e iPads

Um problema de segurança na aplicação de correio eletrónico do iOS terá permitido invadir estes sistemas durante anos sem que o utilizador tivesse de interagir com um ficheiro infetado.

Milhares de milhões de iPhones e iPads estiveram expostos a uma falha de segurança que permite a invasão dos sistemas mesmo que os utilizadores não interagissem diretamente com um ficheiro infetado. O problema terá existido por vários anos e só agora foi exposto por uma empresa de cibersegurança com sede em São Francisco (EUA).

Esta vulnerabilidade, considerada particularmente grave, estava assente na aplicação Mail. A brecha, uma espécie de “porta de entrada” para os invasores, poderia ser aberta à distância, sem que os utilizadores tivessem sequer de abrir uma mensagem de correio eletrónico. Segundo a empresa ZecOps, que descobriu o problema, a falha terá sido usada em pelo menos seis ciberataques a pessoas de relevo.

A Apple já está a par do problema e encontra-se a desenvolver uma solução. A correção deste bug deverá chegar em breve aos telemóveis e tablets afetados pelo problema. No entanto, segundo a Reuters, a tecnológica não quis comentar as alegações de que a falha poderia ser explorada à distância e sem a negligência do utilizador, um fator que é geralmente importante para o “sucesso” de um ciberataque.

Esta notícia surge numa altura em que, por causa da pandemia, muitos milhões de pessoas em todo o mundo estão confinadas aos seus domicílios, trabalhando a partir de casa para evitar serem expostas ao novo coronavírus. Esta situação tem resultado num aparente aumento no número de ameaças na internet, sendo uma das mais flagrantes o ataque informático à portuguesa EDP, no qual os burlões alegam ter conseguido aceder a milhares de ficheiros da elétrica nacional.

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