Petróleo novamente sob pressão. Barril afunda 25% em Nova Iorque

Os preços do petróleo estão novamente em queda, uma semana depois de as cotações do WTI terem deslizado para terreno negativo. Os futuros em Nova Iorque caem mais de 25%.

Depois de terem retomado a trajetória descendente esta segunda-feira, os preços do petróleo acentuaram as quedas. Os futuros do WTI para entrega em junho derrapam 25,80%, com o barril a cotar em 12,57 dólares. Em Londres, os futuros do Brent, referência para as importações nacionais, cedem 7,58%, para 22,93 dólares.

Os preços desta matéria-prima alcançaram mínimos históricos de quase -40 dólares na passada segunda-feira, um fenómeno inédito do petróleo a cotar em valores negativos, que acontece num contexto de forte redução da procura e de produção elevada por parte dos países exportadores. Mas depois de uma ligeira recuperação na segunda metade da última semana, os futuros do petróleo voltam a estar, assim, sob forte pressão.

A derrapagem das cotações do petróleo no norte-americano acontece num dia em que emergem os receios de que o armazenamento em cushing, no Oklahoma, possam atingir a capacidade total em breve. Os stocks de petróleo dos EUA subiram para 518,6 milhões de barris na semana terminada a 17 de abril, perto de um recorde de 535 milhões de barris estabelecido em 2017.

Os produtores de petróleo denotam não estar a conseguir travar de forma suficientemente rápida o output, sobretudo num contexto em que é esperada uma contração económica global de 2% este ano, uma degradação ainda mais acentuada do que na crise financeira, enquanto a procura de “ouro negro” já colapsou 30% devido aos efeitos da pandemia que ditou a quase paragem de atividade em muitas economias.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) e os seus aliados, incluindo a Rússia, grupo conhecido como OPEP+, comprometeram-se no início deste mês a reduzir a produção em 9,7 milhões de barris por dia, nível sem precedentes, em maio e junho.

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