Wall Street segue no verde apesar da pressão da Boeing

Perspetiva de reabertura da economia norte-americana e biliões de dólares em estímulos estão a animar os investidores no arranque da semana.

Os Estados Unidos começam a estudar a reabertura da economia e os investidores celebram em Wall Street. As principais praças norte-americanas entram na última semana de abril em alta, apesar de a Boeing estar a travar os ganhos. A fabricante de aeronaves desistiu de um negócio que ia implicar um forte investimento, numa altura em que a atividade da empresa está sob forte pressão.

A Boeing rescindiu no sábado o acordo com a brasileira Embraer para criar duas parcerias, uma para o negócio da aviação comercial e outra para o desenvolvimento de novos mercados para o avião militar de transporte de carga C-390.

O acordo para a compra por parte da Boeing do negócio da aviação comercial da Embraer estava avaliado em 5,2 mil milhões de dólares. A rescisão dá assim maior fôlego financeiro à gigante da aeronáutica, mas a brasileira anunciou que vai recorrer a um processo de arbitragem após ter afundado 14% na bolsa de São Paulo. Já a Boeing recua 3% em Wall Street.

Boeing sob pressão

O conflito leva a empresa de aviação a contrariar o sentimento generalizado. As ações começam a recuperar com a perspetiva de reabertura das economias, bem como os biliões de dólares em estímulos monetários, orçamentais e fiscais. Apesar do conflito que se gerou entre o Presidente Donald Trump e os especialistas em saúde, o sentimento é positivo no arranque da semana.

O índice industrial Dow Jones ganha 0,49% para 23.981,05 pontos, enquanto o financeiro S&P 500 sobe 0,70% para 2.856,61 pontos e o tecnológico Nasdaq avança 0,90% para 8.711,90 pontos. Em sentido contrário, o índice de medo VIX recua para o valor mais baixo desde 5 de março.

Além da regressão nas medidas de confinamento, também a época de resultados tem determinado as negociações. “Há tantas coisas que podem correr mal nos próximos seis meses. Podemos ou não quebrar os mínimos tocados a 23 de março, mas o que a história nos sugere que é o fim do bear market será feito de forma gradual e não agressiva”, alerta Marc Chaikin, fundador da Chaikin Analytics, à Reuters.

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