Governo rejeita propostas pelo negócio da CGD no Brasil

Executivo decretou a "rejeição das propostas apresentadas no processo de alienação das ações representativas do capital social da sociedade do Banco Caixa Geral - Brasil".

O Governo decidiu deixar cair a operação de venda do negócio da Caixa Geral de Depósitos no Brasil. Em Conselho de Ministros, o Executivo aprovou um “projeto de resolução que determina a rejeição das propostas apresentadas” por estas operações do banco liderado por Paulo Macedo.

“Foi aprovado um projeto de resolução que determina a rejeição das propostas apresentadas no processo de alienação das ações representativas do capital social da sociedade do Banco Caixa Geral – Brasil”, refere o comunicado.

“Esta decisão foi tomada após a análise do relatório apresentado pela Caixa Geral de Depósitos e a respetiva fundamentação, no sentido de não se encontrarem reunidas as condições para a aceitação de qualquer das propostas vinculativas apresentadas“, acrescenta. Na corrida à compra do banco brasileiro da CGD estavam o Banco Luso-Brasileiro, do grupo Amorim, o Banco ABC Brasil e o fundo Artesia.

O Executivo diz que “nenhuma delas [das propostas] salvaguarda de modo adequado e permanente os interesses patrimoniais da CGD e a concretização dos objetivos subjacentes ao processo de alienação”, remata.

Esta posição do Governo vai ao encontro do que pretendia Paulo Macedo. “O que nós entendemos e fizemos uma proposta [ao acionista Estado] nesse sentido é que haveria vantagem de termos a possibilidade de auscultar outras entidades”, revelou Paulo Macedo durante a conferência de apresentação de resultados.

O CEO do banco público lembrou que a venda do Banco Caixa Geral Brasil “é um dos objetivos do plano estratégico”, mas a própria autoridade de concorrência europeia considera que a operação não tem de ser feita a qualquer custo. Há tempo para fechar a venda.

(Notícia atualizada às 20h00 com mais informação)

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