Trump trava fornecimentos à Huawei. Wall Street cede às tensões comerciais e cai 1%

Tensões comerciais entre EUA e China voltam a condicionar as negociações nas bolsas norte-americanas. Os índices caem 1% com decisão de Trump que castiga a chinesa Huawei.

As bolsas norte-americanas estão novamente sobre pressão. Os índices caem mais de 1% perante uma súbita escalada nas tensões comerciais entre EUA e China.

Os investidores voltaram a vender ações face à notícia de que a Administração Trump travou o fornecimento de componentes à gigante chinesa Huawei, um sinal de deterioração das relações entre as duas maiores economias do mundo, que se soma à incerteza e ao impacto económico do novo coronavírus.

O S&P 500 perde 1%, à semelhança do industrial Dow Jones, que também cai 1%, e do tecnológico Nasdaq. Este, contudo, continua ainda assim em território positivo desde o início do ano, com um avanço de cerca de 14%.

Apesar das garantias dadas recentemente pela China, que sinalizou que o acordo comercial de “fase 1” alcançado no fim do ano passado é mesmo para cumprir, o Departamento do Comércio dos EUA anunciou esta sexta-feira uma medida que vai impedir “certas empresas norte-americanas de software e tecnologia” de fornecerem a Huawei.

A resposta não deverá fazer-se esperar. Segundo a imprensa chinesa, o regime de Xi Jinping está já a preparar uma retaliação, inscrevendo diversas empresas dos EUA numa “lista de entidades não confiáveis”. Entre elas estão a Apple, a Cisco e a Qualcomm.

Face a este imbróglio, as ações da Apple perdem 2,11%, para 303,21 dólares. Os títulos da Qualcomm derrapam 4,59%, para 76,19 dólares, enquanto a Cisco permanece pouco alterada, com um recuo de 0,05%.

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