AEP promove missões empresariais virtuais à América Latina. Objetivo é criar oportunidades de exportação

O objetivo da AEP é contrariar a estagnação da economia nacional e criar oportunidades de exportação de bens e serviços para as PME portuguesas. Próximos destinos serão os países nórdicos e de leste.

A pandemia também obrigou a mudar as missões empresariais. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) vai promover, durante os meses de junho e julho, um conjunto de missões empresariais virtuais ao Peru, Colômbia, Chile e Brasil. Estas missões vão permitir abrir contactos com empresas internacionais e ajudar as PME nacionais a diversificar os mercados.

“Um modelo que, a partir dos escritórios das empresas em Portugal, permitirá reunir com importadores e distribuidores de toda a América Latina com o objetivo de encontrar potenciais clientes e novos parceiros, melhorar o reconhecimento da marca, reunir informações sobre o setor e expandir o canal de negócios”, explica o presidente da AEP, Luís Miguel Ribeiro.

Com o cenário de pandemia a afetar o mundo dos negócios, o objetivo da associação é criar oportunidades de exportação de bens e serviços para as PME portuguesas de uma forma online. “Temos que nos reinventar num altura em que é difícil neste momento a deslocação física dos nossos empresários aos mercados externos”, conta o presidente da AEP.

AEP já está a preparar missões virtuais nos países nórdicos e de leste

O presidente da Associação Empresarial de Portugal adiantou ao ECO que estas missões empresarias virtuais vão estender-se a mais mercados onde habitualmente os empresários portugueses marcavam presença.

Nós estamos a preparar estas missões virtuais para todos os mercados onde fazíamos habitualmente ações. Começamos pela Americana Latina por uma questão de agilidade (…) mas estamos a preparar ações para outros mercados, os países nórdicos (Suécia, Dinamarca e Noruega) e países de leste. Fazemos fazer este tipo de ações com todos os mercados com que habitualmente trabalhamos”, explica ao ECO, Luís Miguel Ribeiro.

Luís Miguel Ribeiro destaca que “mais que nunca têm que estar ao lado das empresas e que as exportações têm que continuar a estar na agenda. Vamos tentar diminuir importações, estimular o consumo e produção internacional e tentar manter equilíbrio na balança comercial”, refere Luís Miguel Ribeiro.

O presidente alerta que “ou apoiamos agora fortemente as nossas empresas ou quando entrarmos no processo de retoma já não temos as empresas e os empregos que temos hoje“, diz Luís Miguel Ribeiro. Adianta que “é preciso um reforço dos apoios e das linhas de crédito às empresas, o que não for investido agora vai ser gasto depois em subsídios de desemprego”, conclui.

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