Quercus quer fundo de 500 milhões para apoiar 66 mil famílias a instalar painéis solares

Para a Quercus este pacote financeiro será fundamental para combater a pobreza energética, num país onde o preço de energia é dos mais altos da Europa.

A Quercus propõe ao governo um pacote financeiro de 500 milhões de euros para os próximos três anos. O objetivo é que cerca de 66 mil famílias comecem a receber um apoio direto para comprar e instalar equipamentos solares fotovoltaicos nas suas habitações.

A Quercus recorda que o modelo de produção de energia para autoconsumo, através de painéis fotovoltaicos, necessita de uma revisão legislativa urgente, de modo a ser mais favorável às famílias, para assim poder contribuir de forma mais significativa para a redução da fatura energética dos consumidores e, ao mesmo tempo, para a redução de gases com efeito de estufa e a independência energética do país”, explica a associação em comunicado.

A Associação Nacional de Conservação da Natureza alerta que atualmente o consumidor não paga apenas a energia que consome, uma vez que mais de 40% do valor total da fatura corresponde a outros custos do sistema e mais de 20% corresponde a impostos, incluindo o IVA. No final das contas apenas pouco mais de um terço da fatura de eletricidade corresponde ao custo da produção energética.

A Quecus explica que este pacote de 500 milhões de euros poderá ser incluído no Plano de Recuperação Económica que o governo está a preparar com a coordenação de António Costa Silva. “Desta forma, será possível ajudar a combater a pobreza energética, num país onde o preço de energia é dos mais altos da Europa (o segundo mais elevado, se considerarmos o poder de compra)”, explica a associação.

Com este pacote financeiro, a Quercus propõe uma ajuda de 80% a fundo perdido para investimentos médios de cerca de 7.500 euros (com IVA incluído), destinado a edifícios residenciais e a edifícios de micro e pequenas empresas, com uma potência média de 5 kW por instalação.

A Associação Nacional de Conservação da Natureza considera que esta medida ajudará a acelerar a descarbonização da economia e ao mesmo tempo permitirá às famílias poupar na fatura da eletricidade, com impactos diretos e duradouros na sua economia, assim como na das pequenas e microempresas.

O ECO recusou os subsídios do Estado. Contribua e apoie o jornalismo económico independente

O ECO decidiu rejeitar o apoio público do Estado aos media, porque discorda do modelo de subsidiação seguido, mesmo tendo em conta que servirá para pagar antecipadamente publicidade do Estado. Pelo modelo, e não pelo valor em causa, cerca de 19 mil euros. O ECO propôs outros caminhos, nunca aceitou o modelo proposto e rejeitou-o formalmente no dia seguinte à publicação do diploma que formalizou o apoio em Diário da República. Quando um Governo financia um jornal, é a independência jornalística que fica ameaçada.

Admitimos o apoio do Estado aos media em situações excecionais como a que vivemos, mas com modelos de incentivo que transfiram para o mercado, para os leitores e para os investidores comerciais ou de capital a decisão sobre que meios devem ser apoiados. A escolha seria deles, em função das suas preferências.

A nossa decisão é de princípio. Estamos apenas a ser coerentes com o nosso Manifesto Editorial, e com os nossos leitores. Somos jornalistas e continuaremos a fazer o nosso trabalho, de forma independente, a escrutinar o governo, este ou outro qualquer, e os poderes políticos e económicos. A questionar todos os dias, e nestes dias mais do que nunca, a ação governativa e a ação da oposição, as decisões de empresas e de sindicatos, o plano de recuperação da economia ou os atrasos nos pagamentos do lay-off ou das linhas de crédito, porque as perguntas nunca foram tão importantes como são agora. Porque vamos viver uma recessão sem precedentes, com consequências económicas e sociais profundas, porque os períodos de emergência são terreno fértil para abusos de quem tem o poder.

Queremos, por isso, depender apenas de si, caro leitor. E é por isso que o desafio a contribuir. Já sabe que o ECO não aceita subsídios públicos, mas não estamos imunes a uma situação de crise que se reflete na nossa receita. Por isso, o seu contributo é mais relevante neste momento.

De que forma pode contribuir para a sustentabilidade do ECO? Na homepage do ECO, em desktop, tem um botão de acesso à página de contribuições no canto superior direito. Se aceder ao site em mobile, abra a 'bolacha' e tem acesso imediato ao botão 'Contribua'. Ou no fim de cada notícia tem uma caixa com os passos a seguir. Contribuições de 5€, 10€, 20€ ou 50€ ou um valor à sua escolha a partir de 100 euros. É seguro, é simples e é rápido. A sua contribuição é bem-vinda.

António Costa
Publisher do ECO

5€
10€
20€
50€

Comentários ({{ total }})

Quercus quer fundo de 500 milhões para apoiar 66 mil famílias a instalar painéis solares

Respostas a {{ screenParentAuthor }} ({{ totalReplies }})

{{ noCommentsLabel }}

Ainda ninguém comentou este artigo.

Promova a discussão dando a sua opinião