Banco de Inglaterra mantém juros mas aumenta compras de ativos em mais de 1.100 milhões de euros

  • Lusa
  • 18 Junho 2020

O Banco de Inglaterra aumentou o programa de flexibilização da compra de dívida pública e privada em mil milhões de libras para 745 mil milhões de libras.

O Banco de Inglaterra manteve esta quinta-feira a taxa de juro no Reino Unido em 0,1%, mas aumentou o programa de flexibilização da compra de dívida pública e privada em mil milhões de libras para 745 mil milhões de libras.

A medida – que implica que o programa de flexibilização quantitativa da compra de dívida pública e privada aumente em mil milhões de libras (cerca de 1,115 mil milhões de euros) para 745 mil milhões de libras (832,5 mil milhões de euros) – foi tomada no final de uma reunião do Comité de Política Monetária do banco emissor britânico, após a economia ter sido avaliada no âmbito da atual crise da covid-19.

No final de março, a entidade tinha baixado o preço do dinheiro de 0,25% para 0,1% para apoiar a economia face ao impacto causado pela pandemia da covid-19.

O comité votou 8 contra 1 a favor de um alívio quantitativo crescente, embora tenha admitido que há sinais de que o impacto da pandemia na economia do Reino Unido pode ser “menos grave” do que inicialmente se receava.

A ação foi tomada dias depois de o governador do banco, Andrew Bailey, ter indicado que os membros do comité monetário estavam dispostos a tomar medidas quando se soube que a economia do país tinha sofrido um colapso devido à covid-19.

Na semana passada, o instituto de estatísticas britânico — Office for National Statistics (ONS) — informou que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido registou uma contração de 20,4% em abril passado, um declínio mensal recorde, devido à crise provocada pela pandemia. Este número, pior do que as estimativas dos analistas britânicos, correspondia a um mês inteiro de confinamento do Reino Unido, imposto desde o final de março.

No passado mês de maio, o ONS tinha comunicado que o PIB tinha caído 2% no primeiro trimestre do ano, entre janeiro e março, a maior queda desde 2008 e um sinal de que o Reino Unido estava a caminho de uma recessão.

(Notícia atualizada às 13h30)

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