Citeve já emitiu 2.559 certificados. Mais de metade são máscaras

Em quase três meses, o Citeve já emitiu 2.559 certificados a 1.311 empresas distintas. As máscaras sociais são os produtos mais requisitados, com mais de metade a receberem o "carimbo" de segurança.

A pandemia do novo coronavírus criou uma nova necessidade: o uso de máscara. No Centro Tecnológico Têxtil e Vestuário (Citeve) a corrida em busca da aprovação é uma constante. Em quase três meses, a entidade já emitiu 2.559 certificados a 1.311 empresas distintas. As máscaras sociais são os produtos mais requisitados, com cerca de 60% dos modelos certificados.

Até ao final do dia de terça-feira [23 de junho] já foram emitidos mais de 2.559 certificados, das quais 1.544 foram de máscaras“, sublinha ao ECO, o diretor-geral do Citeve, António Brás Costa. Contas feitas, mais de metade das aprovações foram para estes equipamentos de proteção individual (60,3%).

Já passaram quase três meses desde que o Citeve se juntou ao esforço nacional de combate à pandemia em Portugal. Assim, apesar de as máscaras comunitárias serem os artigos mais procurados para certificação, cerca de 500 dispositivos médicos, bem como 500 outros artigos, como, por exemplo, batas tiveram o “carimbo” de segurança desta entidade.

No total, já mais de 1.300 empresas acederam aos serviços do Citeve, sendo que destas 330 empresas viram aprovados os seus materiais para a produção de máscaras. Segundo o diretor-geral do Citeve, que tem mais de 100 funcionários, este setor passou por várias fases: num primeiro momento era importante “ajudar Portugal” a conseguir ter mais máscaras, já em meados de abril a indústria procurou encontrar alternativas para produtos alternativos, e “quase em simultâneo” as empresas perceberam que poderiam surgir “novas oportunidades de negócio” nesta área.

Quanto ao número de máscaras que estão a ser produzidas em Portugal, Brás Costa considera prematuro ainda avançar com números, ainda assim, está confiante que este setor poderá ter um forte crescimento, destacando que “Espanha, Alemanha, França e os Estados Unidos” poderão ser potenciais mercados de exportação. A opinião é partilhada pelo secretário de Estado Adjunto e da Economia, João Neves, que, em declarações à agência Lusa, afirmou na terça-feira estar seguro de que Portugal “vai ser o principal produtor de máscaras a nível europeu”.

O novo coronavírus chegou a Portugal a 2 de março e com ele chegou o frenesim pela procura de máscaras, geles desinfetantes e álcool, que levaram a que os stocks começassem a ficar escassos e os preços a dispararem. Nesse sentido, o Executivo decidiu limitar a margem de lucro destes produtos em 15%, por forma a evitar preços inflacionados. Posteriormente, o presidente do PSD, Rui Rio, decidiu propor a redução do IVA nas máscaras de proteção e gel desinfetante para a taxa mínima, de 6%, que foi aceite pelo Governo.

Uma semana depois, o primeiro-ministro falava ao país para anunciar a obrigatoriedade de utilização de máscara nos transportes públicos — sendo que neste caso os infratores estão sujeitos a coimas que podem chegar aos 350 euros –, comércio, escolas, bem como “locais fechados em que haja um elevado número de pessoas”. Para o efeito, o Governo assegurou que haveria em abundância estes equipamentos de proteção individual, nomeadamente em supermercados.

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