Venda do EuroBic volta a acelerar. Há mais quatro interessados no banco

Há mais candidatos à compra do EuroBic, além do Abanca. E o objetivo é ter um novo acionista até setembro, mas, entretanto, o Banco de Portugal quer que o EuroBic tenha uma nova equipa de gestão.

A venda do EuroBic está reativada: O ECO sabe que nas últimas semanas apareceram pelo menos mais quatro interessados na compra do banco detido maioritariamente por Isabel dos Santos (agora com a sua posição acionista sem direito de voto e arrestada pelos tribunais) e por Fernando Teles. Além do espanhol Abanca que, na verdade, nunca deixou de manter-se na corrida, mesmo depois de ter anunciado que as negociações tinham terminado sem um acordo.

As últimas semanas foram de contactos intensos entre os principais acionistas (Fernando Teles e mais três acionistas minoritários, cada um com 5% do capital) com potenciais investidores. E de acordo com as informações recolhidas pelo ECO, há pelo menos mais duas instituições financeiras. Oficialmente ninguém faz comentários, mas há informações não confirmadas de que o BNP Paribas será uma delas.

Neste momento decorrem negociações em simultâneo com os vários candidatos e da parte dos acionistas do EuroBic há a expectativa de que poderá haver um acordo de venda até setembro. E poderá não passar pela venda da totalidade dos 100% do capital, mas de uma posição maioritária (a de Isabel dos Santos, à qual se somaria uma parte da participação de Fernando Teles e dos minoritários), revelou outra fonte ao ECO.

Em simultâneo, decorrem discussões com o Banco de Portugal para a mudança de órgãos sociais do banco, que tem ainda Fernando Teixeira dos Santos como presidente executivo. Os acionistas preferiam vender, primeiro, e mudar os órgãos sociais, depois. No entanto, o supervisor, agora liderado por Mário Centeno, entende que o processo de venda pode arrastar-se e por isso está a pressionar a mudança a breve prazo dos órgãos sociais que terminaram o mandato no passado mês de dezembro, mas ainda continuam em funções.

O negócio do Abanca com os acionistas do EuroBic caiu no passado dia 20 de junho. À data, como revelou o ECO, o Abanca a anunciou que “apesar de ter dedicado esforços e recursos significativos à aquisição de 95% do EuroBic, foi forçado a desistir da operação, uma vez que as condições acordadas para o referido objetivo não foram cumpridas”. Em causa esteve o preço oferecido.

O banco galego liderado por Juan Carlos Escotet apresentou uma oferta inicial no valor de cerca de 240 milhões. Terá feito, posteriormente, uma proposta substancialmente mais baixa. O ECO apurou que os espanhóis apresentaram uma oferta a rondar os 170 milhões de euros, isto é, cerca de 0,3 vezes os capitais próprios do EuroBic, isto para refletir as conclusões da due diligence e também o impacto da pandemia da Covid-19. O valor não agradou aos acionistas angolanos do EuroBic e o processo ficou por terra. Agora, as negociações com os vários interessados voltaram a ser feitas a partir dos 0,4% e 0,5% do ‘book’, os referidos 240 milhões de euros.

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