EDP Comercial está a perder quota no mercado livre da eletricidade há 30 meses

A elétrica mantém-se na liderança com uma quota de 77,1% dos clientes do mercado livre de eletricidade, mas em junho voltou a perder terreno para a concorrência.

A EDP Comercial mantém-se na liderança do mercado liberalizado de eletricidade, com grande destaque, mas a distância face à concorrência é cada vez menor. Em junho, a comercializadora de eletricidade do Grupo EDP, que neste momento é liderado interinamente por Miguel Stilwell, viu a sua quota de mercado descer pelo 30º mês consecutivo.

De acordo com o resumo informativo para o Mercado liberalizado de Eletricidade divulgado esta quinta-feira pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE), em junho, o número de clientes do mercado livre ascendia a perto de 5,3 milhões. Este número representa um crescimento líquido de cerca de 12,1 mil clientes (0,2%) face a maio. Desde junho do ano passado, o número de consumidores no regime de preços livres cresceu ainda 2,5%, a uma taxa média mensal de 0,2%.

Em junho, 22.785 clientes passaram a ser fornecidos por um comercializador do mercado livre, dos quais 3.967 transitaram do mercado regulado e 18.818 entraram diretamente para as carteiras dos comercializadores em regime de mercado. Em contrapartida houve 10.575 clientes que optaram por sair daquele mercado. Do total de saídas registadas naquele mês, 102 foram clientes domésticos que optaram por regressar ao mercado regulado de eletricidade.

No saldo entre entradas e saídas, a EDP Comercial manteve a liderança no mercado liberalizado, mas voltou a perder terreno para a concorrência. A sua quota de mercado fixou-se em 77,1% no mês de junho, menos 0,1 pontos percentuais face a maio. Tratou-se assim do 30º mês consecutivo em que a companhia perdeu quota de mercado.

Essa perda de clientes para a concorrência ocorreu num mês em que 32.759 clientes mudaram de fornecedor de eletricidade dentro do mercado livre. Este número representa ainda assim uma diminuição de 1.235 face às mudanças que tinham ocorrido em maio.

Nesse “jogo”, a Endesa e a Goldenergy e o conjunto de comercializadores agrupado na categoria “Outros” foram os ganhadores, com acréscimos de quota na ordem dos 0,1 pontos percentuais. A Endesa e a Goldenergy viram a respetiva posição no mercado em termos de clientes reforçada para 7,2% e 2,3%. Já a Galp (5,1%), a GN Fenosa (0,4%) e a Axpo (0,4%) mantiveram as suas quotas.

O mês de junho fica ainda marcado por uma recuperação do consumo de eletricidade no mercado livre. Este ascendeu a 3.669 GWh, valor que corresponde a um aumento de 0,9 pontos percentuais face ao verificado em maio, situação que não pode ser dissociada da retoma da atividade no quadro do desconfinamento.

Na distribuição por fornecedores, a EDP Comercial beneficiou de um reforço da sua quota de consumo, que passou de 40,9% em maio para 41,2% em junho, um máximo do ano.

Já a Iberdrola (17,3%) e a Endesa (16,5%), que ocupam a 2ª e 3ª posição em termos de quota de mercado, apresentaram em junho uma redução das suas quotas em 0,2 e 0,1 pontos percentuais, respetivamente. A Galp (7,1%), a Fortia (3,3%), a Axpo (2,7%), a Acciona (1,7%) e as empresas agrupadas na rubrica de “Outros” (10,2%) mantiveram sensivelmente as suas quotas.

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