Siza Vieira admite rever previsões do Orçamento Suplementar após queda recorde do PIB

O ministro da Economia admitiu que o Governo poderá rever as previsões que constam do Orçamento Suplementar após a queda recorde do PIB.

O ministro da Economia admitiu esta sexta-feira que o Governo irá ter de refletir sobre as previsões para o PIB e o défice orçamental que constam do Orçamento Suplementar por causa da contração histórica de 16,5% do PIB no segundo trimestre, abrindo a porta à revisão desses valores. Neste momento, o Executivo prevê uma recessão de 6,9% e um défice de 7%.

Obviamente estes números vão obrigar a refletir sobre as previsões do Orçamento Suplementar“, disse Pedro Siza Vieira, em reação aos números divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta sexta-feira, em declarações transmitidas pela SIC Notícias.

Para o ministro da Economia isto “não é nada que não fosse antecipado” e o valor do PIB “confirma aquilo que já se sabia”, isto é, que em “abril e maio houve uma queda muito acentuada da atividade económica”. Siza Vieira explicou que particularmente as exportações foram mais afetadas porque os países que são clientes das empresas portuguesas tiveram quedas superiores do PIB face ao esperado.

Tal como o Ministério das Finanças, o ministro da Economia optou por adotar um discurso mais positivo face à recuperação que já é visível nos indicadores avançados de julho. A dúvida está no “ritmo” dessa recuperação no terceiro e quarto trimestre, admitiu Siza Vieira, assinalando que todos têm de fazer um esforço para que esta seja mais rápida e forte. Da parte do Governo, o ministro deixou a garantia de que irá continuar a implementar medidas para apoiar as empresas e os trabalhadores.

“Em junho a economia já teve uma ligeiríssima recuperação”, disse Siza Vieira, assumindo que o Governo prevê um crescimento em cadeia no terceiro trimestre, ou seja, entre o segundo trimestre e o terceiro trimestre. Para o ministro da Economia é preciso “ver qual o ritmo de crescimento da economia até final do ano para tentar perceber qual será [o impacto da crise pandémica] no conjunto do ano de 2020“.

Independentemente da evolução da economia e dos apoios públicos, o ministro admitiu também que, dada a “magnitude da quebra da receita” para as empresas, os apoios públicos “não serão suficientes” nem conseguirão “compensar” totalmente essa quebra. Siza Vieira admitiu também ser “expectável” que haja falências e mais despedimentos.

(Notícia atualizada às 11h51 com mais informação)

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