Clientes com mais de 10 mil euros no BCP passam a pagar comissão de conta

Todos os clientes do banco passam a pagar pela mesma "bitola" pela manutenção de conta. Comissão mensal será de 5,41 euros para todos os clientes a partir de 1 de novembro.

É cliente do Millennium BCP e tem mais de 10 mil euros na conta? Então prepare-se, porque vai passar a pagar comissão pela manutenção de conta. O banco liderado por Miguel Maya vai deixar de isentar contas com mais de 10 mil euros a partir de novembro. Todos os clientes do banco passam, assim, a pagar pela mesma “bitola” — mas há algumas exceções.

O BCP acaba de publicar no seu site uma alteração ao seu preçário que entra em vigor a 1 de novembro e em que é dada nota do arranque dessa cobrança. A partir dessa data, os clientes com Conta Millennium Start, Conta U — vocacionada para os clientes mais jovens da instituição — Conta Millennium, Conta Herança Indivisa e Conta Standard com quantias depositadas acima de 10 mil euros passam a ter de pagar uma comissão mensal de 5,41 euros. Ao fim de um ano, o encargo total é de 64,9 euros.

Essa alteração de preçário surge pouco mais de um ano e meio depois de o BCP ter anunciado a revisão das suas condições de isenção nas contas, duplicando na ocasião para 10 mil euros o património mínimo necessário para que os clientes pudessem não ter de pagar qualquer valor. Naquela altura procedeu ainda a agravamentos de custos nos escalões inferiores.

Ao retirar a isenção a essas contas, o BCP deixa assim de discriminar os clientes consoante o valor depositado, passando a cobrar a todos segundo a mesma “tabela”.

Porém, mesmo com as alterações de preçário previstas, alguns clientes do BCP vão poder escapar ao pagamento de comissão de conta. Nomeadamente, aqueles que tenham menos de 23 anos de idade e que sejam os primeiros titulares da conta, mas também os clientes que tenham o pagamento do ordenado ou da pensão domiciliados na instituição e/ou tenham uma faturação mínima mensal com o cartão de débito ou crédito em compras.

Outra via para tentar reduzir o peso desse encargo é através da adesão às “contas pacote” do banco que a partir de um montante fixo mensal dá acesso a um conjunto de serviços a um preço único.

Essa alteração do preçário do BCP dá seguimento à escalada das comissões levada a cabo pelos bancos no sentido de, perante o contexto de juros historicamente baixos, voltarem a ser rentáveis e puxarem pelos seus lucros. O quadro atual revela-se ainda mais exigente para os bancos que se veem obrigados a constituir provisões para fazer face aos efeitos da pandemia.

De salientar que desde o início do ano, e ainda antes da pandemia, vários bancos procederam a revisões em alta nos seus preçários. Foi o que aconteceu com a Caixa Geral de Depósitos e com o Novo Banco.

Contactada pelo ECO, fonte oficial do BCP não quis comentar o novo preçário da instituição.

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