Colquímica Adhesives: Formar o que o mercado não dá

Aos 36 anos, Ana Romualdo lidera as pessoas na Colquímica Adhesives, um dos maiores produtores de adesivos industriais do mundo e prepara um novo desafio: formar equipa para a estreia nos EUA.

Ana Romualdo é diretora de pessoas da Colquímica.

Começou a contagem decrescente para a estreia mas Ana Romualdo há muito que prepara o trabalho para o que aí vem. A Colquímica Adhesives, um dos maiores produtores de adesivos industriais do mundo, ultima os preparativos para a fábrica dos Estados Unidos – já conta com presença em Portugal e na Polónia – e esse evento é um dos principais desafios deste ano para a diretora de recursos humanos da empresa. Aos 36 anos, este é o quarto em que lidera a equipa de cerca de 270 trabalhadores, 180 dos quais em Portugal.

Depois de ter começado a carreira no grupo Efacec, onde estagiou e trabalhou na área dos recursos humanos, liderando equipas de projeto dentro da área de recursos humanos, considera que a passagem por esta empresa “foi uma escola, obviamente”, assinala. A decisão de estudar recursos humanos decorreu do interesse pela área da psicologia.

“É uma área que me traz bastante satisfação: fazer com que as pessoas consigam um bom equilíbrio entre a vida pessoal e profissional. Escolhi-a essencialmente para poder trabalhar com pessoas, ajudá-las a conseguirem os seus objetivos. Temos um papel muito importante e podemos ter um grande impacto na forma como nos sentimos bem”, explica a diretora de recursos humanos da Colquímica.

Temos um papel muito importante e podemos ter um grande impacto na forma como nos sentimos bem.

Ana Romualdo

Ainda na Efacec, surgiu a oportunidade de abraçar um novo desafio: liderar a área de recursos humanos num contexto corporativo, não só em Portugal como na Polónia e, brevemente, nos Estados Unidos. “Tenho aqui tenho a componente internacional, com novos desafios como questões legais, culturais. Os desafios acabam por ter esta questão de diferentes culturas, geografias, liderar pessoas nessas diferentes geografias. E, claro, ajudar a empresa a crescer na área de recursos humanos. (…) Estamos a preparar expansão e vamos fábrica nesse mercado. Será um novo desafio para mim”, explica à Pessoas.

Um dos grandes desafios dessa expansão é a definição das políticas e práticas da área, assim como preparar o processo de recrutamento e uma equipa local que dará seguimento ao trabalho no local.

Voltando a 2016, o arranque de Ana na Colquímica ficou marcado pela aposta no atual programa de onboarding, preocupação que, até aí, pouco existia. “Houve um grande trabalho comum entre Portugal e Polónia para uniformizar as políticas e para fazer o acolhimento de forma personalizada”, explica. Em detalhe, o programa à medida inclui um pedido feito a todos os novos trabalhadores: um powerpoint em que o próprio se apresenta a toda a equipa, no dia anterior à sua entrada. “Enviamos por email, divulgamos junto de todas as pessoas”, explica.

Além dessa apresentação pública, a Colquímica publica uma revista digital onde, todos os meses, são atualizadas as novas contratações. O programa de acolhimento prevê ainda um pequeno-almoço com a administração e os recursos humanos, e um follow up após três meses da data de entrada, “no sentido de percebermos se o plano inicial está a ser cumprido e se, do ponto de vista das condições, há algo que está em falta”, explica Ana Romualdo.

No entanto, uma das grandes apostas da empresa é a formação. “No mercado, é difícil encontrar pessoas que já tragam know how exatamente igual ao que procuramos”, assinala a diretora de recursos humanos. Perfis da área da química (engenharia ou ciências, ou química pura e dura) são os mais procurados mas é raro que as pessoas, mesmo com experiência, tragam valências ligadas mais às áreas de matérias-primas ou de máquinas.

O plano de formação anual, associado ao processo de avaliação de desempenho, é outra das práticas da empresa em matéria de capacitação dos trabalhadores.

“São identificadas as necessidades de formação mas, por outro lado, sempre que recrutamos alguém temos de definir as necessidades de formação dessa nova pessoa que entra na empresa. (…) Acabamos por formar internamente: somos uma espécie de escola para esses elementos. Tentamos adaptar-nos e apostar na formação técnica, muitas vezes internacional, para garantir o conhecimento dos nossos profissionais”.

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