Novo Banco já enviou ao Parlamento versão da auditoria pronta a publicar

Está por horas a divulgação do relatório da auditoria da Deloitte que apontou para perdas de 4.000 milhões de euros no Novo Banco, a maioria das quais com origem no legado tóxico do BES.

Estará por horas a tão aguardada divulgação do relatório da auditoria da Deloitte ao Novo Banco. A instituição liderada por António Ramalho já fez chegar à Assembleia da República uma versão “publicável” da auditoria, isto é, uma versão do relatório já expurgada de informação sensível e que não fere o dever de sigilo bancário.

Ao que o ECO apurou, o banco enviou uma versão não confidencial do documento já ao final da tarde da passada sexta-feira, depois de os vários partidos terem defendido a divulgação do relatório que revelou perdas de mais de 4.000 milhões de euros no período entre 2014 e 2018, na sua grande maioria com origem no legado tóxico do BES.

Para esta terça-feira está agendada uma reunião da Comissão de Orçamento e Finanças que deverá abordar o tema. Ao meio-dia, a mesa e os coordenadores da comissão encontram-se para definir a programação dos trabalhos. Depois do almoço serão votadas diversas propostas dos partidos para audição de vários intervenientes e para a disponibilização pública do relatório da auditoria.

Assim que for decidido pelos deputados, o próprio Parlamento deverá tornar público no seu site a versão “não confidencial” do documento.

O relatório da Deloitte chegou ao Parlamento há uma semana, mas numa versão sigilosa, contendo informação sujeita ao dever de segredo bancário a que os deputados também estão sujeitos.

Os trabalhos dos auditores incidiram sobre o período entre 2000 e 2018, e abragendo uma amostra de 283 operações, nomeadamente operações de crédito (201 operações); subsidiárias e outras empresas associadas (26 operações); e operações com outros ativos como títulos e imóveis (56 operações).

Das perdas de 4.000 milhões de euros registadas entre 2014 e 2018, 95% tiveram origem no tempo em que Ricardo Salgado liderou o BES. Por sua vez, as perdas de 4.000 milhões representam 70% das perdas totais do banco naquele período, o que mostra “a grande abrangência da auditoria”, de acordo com o banco.

O relatório da Deloitte descreve ainda “um conjunto de insuficiências e deficiências graves de controlo interno no período de atividade até 2014 do BES no processo de concessão e acompanhamento do crédito, bem como relativamente ao investimento noutros ativos financeiros e imobiliários”, segundo informou o Governo há uma semana.

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