Aeroportos quase vazios. Metro tocou “mínimo histórico” no segundo trimestre

Os aeroportos nacionais receberam menos 97,4% de passageiros no segundo trimestre, enquanto o metro observou uma "quebra histórica" de 76,3%.

Os aeroportos nacionais receberam 434.000 passageiros no segundo trimestre, o equivalente a uma quebra de 97,4% face ao mesmo trimestre do ano passado, mostram os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). A mesma tendência foi observada nos transportes públicos, principalmente no metro, que registou uma “quebra histórica” de 76,3% no número de passageiros. E tudo isto consequência da pandemia.

Desde o início do ano que o coronavírus começou a ter efeito no setor dos transportes, nomeadamente na aviação. Com o surto a alastrar-se pelo mundo, as pessoas deixaram de viajar e os aviões começaram, aos poucos, a ficar em terra. Os números mostram isso mesmo. Naqueles que foram os três meses mais “intensos” de pandemia, os aeroportos nacionais receberam menos 97,4% dos passageiros do que no ano passado.

No mesmo período, aterraram nos aeroportos nacionais 5.800 aeronaves em voos comerciais, o que representa uma descida de 90,7%. Em termos de carga e correio, o movimento ascendeu a 22.000 toneladas, uma quebra homóloga de 57,4%.

Taxa de variação homóloga (%) de aeronaves, passageiros e carga/correio nos aeroportos nacionais | Fonte: INE, 2.ºT 2020INE

O aeroporto de Lisboa foi responsável por mais de metade dos passageiros totais, com 243.900 pessoas transportadas, mas também este número mostra uma queda acentuada face ao ano passado (-97,1%). Atrás aparece o aeroporto do Porto, com 87.400 passageiros (-97,5%), seguindo-se o aeroporto de Faro, com 36.600 pessoas transportadas (-98,8%). Os aeroportos de Ponta Delgada e do Funchal perderam 96,1% e 98,8% dos passageiros, respetivamente.

Numa análise por países de origem e destino, percebe-se que “os cinco principais países de origem coincidem com os cinco principais países de destino, apesar de ocuparem diferentes posições no ranking”, refere o INE. São eles a Alemanha, França, Reino Unido, Países Baixos e Suíça. Os alemães foram os que mais viajaram para Portugal, enquanto, em sentido inverso, a maioria dos passageiros a partirem do país tinham a Alemanha como destino.

Metro com “quebra histórica”. Barco sentiu “fortemente” o impacto

A mesma tendência foi observada nos transportes públicos, que sofreram uma “paralisação”, indica o INE. Sobretudo o metro. O metropolitano transportou 16,3 milhões de pessoas, menos 76,3% do que no mesmo período do ano passado. Tratou-se de uma “quebra histórica”, de acordo com o instituto.

Concretamente, o Metro de Lisboa transportou 10,8 milhões de passageiros no segundo trimestre, o equivalente a uma descida de 76,8% face ao ano passado. Por sua vez, o Metro do Porto foi utilizado por 3,9 milhões de passageiros (-78,4%) e o Metro Sul do Tejo transportou 1,6 milhões de passageiros (-60,1%).

Andaram de comboio 12,7 milhões de pessoas, menos 70,5% do que no mesmo trimestre de 2019, enquanto o transporte fluvial (barco) também “sentiu fortemente as medidas tomadas no combate à pandemia”, caindo 72,4% com apenas 1,5 milhões de passageiros.

(Notícia atualizada às 11h29 com mais informação)

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