Mais de metade dos portugueses não sabe o que está na fatura da luz

  • ECO
  • 21 Outubro 2020

A ERSE fez um estudo para avaliar a literacia dos consumidores domésticos e empresariais e concluiu que poucos são o que vem discriminado nas faturas.

Mais de metade dos consumidores de energia não sabe o que vem discriminado nas faturas. Esta é uma das conclusões de um estudo feito pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) com o objetivo de avaliar o grau de literacia dos portugueses no que diz respeito ao mercado de energia. Neste universo, o índice de literacia está pouco acima dos 40% no caso dos particulares e quase nos 50% no caso das empresas.

No momento em que a conta da luz, da água ou do gás chega a casa, apenas 42,2% dos clientes particulares e 54,8% dos profissionais consegue compreender o que vem discriminado na fatura no que diz respeito às “principais rubricas ou itens”. Ou seja, mas de metade dos particulares não sabe o que vem na fatura que é enviada pelas empresas do setor.

Olhando para aqueles que dizem saber identificar algum elemento nas faturas, são as taxas e os impostos são os itens mais facilmente identificados, de acordo com o inquérito da ERSE. Apenas 19,3% dos clientes domésticos e 26,8% dos profissionais identificam estes valores. Contudo, são poucos os que referem a presença do IVA: apenas 4% dos particulares e 8,6% dos domésticos.

O preço pago pela potência contratada é identificado por cerca de 14% a 15% dos clientes, uma percentagem que aumenta para entre os 15% e os 20% no que diz respeito à identificação da contribuição audiovisual (taxa da televisão) na fatura. Os consumos são percebidos por cerca de 14% dos clientes particulares e pouco mais de 10% das empresas.

O mesmo estudo mostra ainda que 64,4% dos consumidores domésticos e 80,5% dos empresariais têm noção de que existe um mercado regulado e um mercado liberalizado de eletricidade. Contudo, “a maioria tem dificuldades em distinguir produtores, distribuidores e comercializadores de eletricidade”, diz a ERSE.

Assim, de um modo geral, e “para melhor compreender o nível global de literacia dos consumidores particulares e empresariais”, a ERSE criou um índice de literacia, que varia entre 0 e 100 de acordo com o conhecimento sobre o setor energético. As contas mostram que este índice se situa entre 42,8% para os particulares e 49,7% para os empresariais.

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