Avizinham-se “meses especialmente difíceis” para o turismo, diz secretária de Estado

  • Lusa
  • 28 Outubro 2020

"Tínhamos as estimativas de terminar 2020 com uma quebra de 50%" face às receitas conseguidas em 2019."Provavelmente, já não será assim", disse a secretária de Estado do Turismo.

A secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, alertou esta quarta-feira que se avizinham “meses especialmente difíceis” para o setor que tutela, devido às restrições impostas devido à pandemia de coronavírus.

Durante a assinatura do auto de consignação da empreitada da ecopista do Vouga, Rita Marques lembrou que, em agosto, havia “uma estimativa de poder ter uma redução das receitas turísticas na ordem dos 50%”, mas essa percentagem deverá ser maior. “Em 2019 tivemos um total de receita turística de 18 mil milhões de euros e, portanto, tínhamos as estimativas de terminar 2020 com uma quebra de 50%. Provavelmente, já não será assim”.

Segundo a secretária de Estado, fruto das restrições que têm sido impostas e da evolução da situação epidemiológica nacional e mundial, provavelmente o setor será “ainda mais fustigado, alinhando às estimativas da própria Organização Mundial de Turismo, que apontavam para uma quebra na ordem dos 60/70%”. “Portanto, vamos ter de acompanhar a situação de uma forma muito atenta, muito ativa, no sentido de garantir que esta pandemia não nos leve tudo o que fizemos e construímos durante estes anos”, frisou.

O projeto da ecopista do Vouga — que representa um investimento superior a três milhões de euros e deverá ficar concluída no prazo de ano e meio — é, na sua opinião, um exemplo de como trilhar o futuro. “O futuro passa por continuarmos a posicionar Portugal como um destino competitivo, de excelência, como referência também no âmbito da sustentabilidade, e que nos permita reposicionar, desta forma, assim que a procura deixar de ficar reprimida”, referiu.

Rita Marques mostrou-se esperançada em que “esta procura deixe de estar reprimida, provavelmente, não num futuro próximo, mas no decurso de 2021”. “A procura há de surgir, como aconteceu em agosto assim que os corredores aéreos forem abertos para o destino turístico Portugal”, acrescentou.

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