Investimento direto estrangeiro atinge mínimos de 2013

A crise pandémica afetou também o investimento direto estrangeiro, o qual atingiu um mínimo de 2013 ao cair 50% no primeiro semestre de 2020.

O fluxo do investimento direto estrangeiro (IDE) baixou 50% no primeiro semestre deste ano, em comparação com o segundo semestre de 2019, fixando-se nos 364 mil milhões de dólares. Este é o valor mais baixo a meio de um ano desde 2013, de acordo com os dados da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE) esta segunda-feira.

A quebra do investimento direto estrangeiro foi de 41% no primeiro trimestre e de 39% no segundo trimestre, em termos trimestrais (em cadeia). Estes valores ficam acima da previsão mais pessimista da OCDE no início da pandemia quando previa uma quebra de 40% no fluxo de IDE a nível mundial. “Dados os desenvolvimentos desde então, esta percentagem pode cair ainda mais“, alerta.

A queda foi mais expressiva nos países da OCDE onde o fluxo caiu 74% no primeiro semestre deste ano, principalmente por causa da diminuição do fluxo para os EUA e os desinvestimentos na Suíça, Holanda e Reino Unido. As saídas de investimento direto estrangeiro da OCDE para outros países baixaram 43%.

De acordo com a Organização, a queda deve-se “em parte pelo facto dos investidores se terem tornado mais relutantes em explorar oportunidades de investimento na sequência da pandemia de Covid-19″. O fluxo da dívida dentro das empresas internacionais também acentuou a queda dos fluxos de investimento direto estrangeiro.

A OCDE revela ainda que os acordos de fusões e aquisições completados desceram 11% nas economias avançadas.

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