Banca europeia já despediu 75 mil trabalhadores em 2020

No total, os despedimentos na banca europeia totalizam 75.638 este ano, de acordo com os dados da Bloomberg. Estão perto de superar os 80 mil despedimentos do ano passado.

A crise provocada pela pandemia está a fazer com que as empresas reduzam os postos de trabalho e a banca não é exceção. No total, os despedimentos na banca europeia superam os 75 mil, valor muito próximo do total do ano passado, segundo os dados da Bloomberg (acesso parcial, conteúdo em inglês)

Os bancos europeus estão a cortar postos de trabalho: de Espanha à Polónia, passando pelo Reino Unido e a Holanda, a realidade é transversal a todos os países. Apesar de os bancos europeus terem registado perdas nos créditos abaixo do esperado e terem reforçado os rácios de capital no terceiro trimestre, a crise pandémica está a levar a despedimentos no setor.

O espanhol Santander, que tem presença em Portugal, vai despedir 2.000 trabalhadores no negócio na Polónia; o britânico Lloyds vai cortar 1.070 postos de trabalho, maioritariamente nas unidades tecnológicas e de retalho; e o holandês ING vai despedir mil trabalhadores até ao final de 2021. No total, os despedimentos na banca europeia totalizam 75.638 este ano, de acordo com os dados da Bloomberg, perto de superar os 80 mil despedimentos do ano passado.

Cerca de 80% dos cortes são feitos por bancos europeus cujos mercados domésticos enfrentam poucas perspetivas de crescimento, bem como taxas de juros mínimas. De salientar que os despedimentos no setor bancário têm sido uma constante desde a crise financeira de 2008. Estes cortes de postos de trabalho acontecem numa altura em que as diversas instituições financeiras pressionam os reguladores para que se volte a distribuir dividendos aos acionistas.

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