Porto à espera de medidas do Governo. Câmara antecipar apoios “seria imprudente”

Lisboa vai apoiar a fundo perdido restaurantes e lojas, mas a autarquia do Porto prefere aguardar pela aprovação do Orçamento e pelas medidas que serão anunciadas pelo Governo.

Ao contrário da Câmara de Lisboa, que destinou 20 milhões de euros a fundo perdido para apoiar 8.000 lojas e restaurantes, a Câmara do Porto decidiu aguardar pela aprovação do Orçamento para o próximo ano para anunciar eventuais medidas de apoio às empresas. Além disso, quer esperar pelas medidas que o Governo vai anunciar esta quinta-feira para a restauração.

Já lançámos imensos apoios desde a pandemia, mas neste momento estamos a preparar o Orçamento para 2021. Não podemos adiantar nada porque o Orçamento está a ser preparado e só vai ser apresentado no final deste mês. É prematuro estar a falar de medidas avulsas”, explica ao ECO a adjunta do presidente da Câmara Municipal do Porto, Adelina Cabral.

Rui Moreira destacou que a “Câmara vai aguardar que o Governo anuncie as medidas que o primeiro-ministro anunciou terça-feira”. Acrescentou ainda que é “uma matéria da competência do Governo”. “Nós analisaremos se é preciso ou não, se é conveniente ou não e se está ao nosso alcance tomar medidas adicionais. Estar a antecipar medidas seria imprudente”, acrescentou, em resposta aos apoios de Lisboa, em declarações à SIC Notícias.

A adjunta do presidente da autarquia portuense adianta ainda que, para já “não estão em cima da mesa” medidas de apoio à restauração e ao comércio, mas que “as medidas estão a ser trabalhadas por várias forças politicas e que não nada fechado”. Destaca ainda que a 30 de novembro a Câmara do Porto tem uma reunião extraordinária direcionada apenas para a questão do Orçamento e que, nessa altura, serão anunciadas mais medidas para minimizar os efeitos da pandemia na economia local.

Tendo em conta que a restauração e o comércio são dos setores mais afetados pela pandemia e pelas novas restrições, o Governo tem reservada uma verba de 750 milhões para pagar subsídios a fundo perdido às micro e pequenas empresas destes setores, no âmbito do apoiar.pt. Em causa estão o comércio e os serviços abertos ao consumidor, cujo encerramento foi forçado em março, do alojamento, da restauração e das atividades da cultura.

Face ao aumento do número de casos de coronavírus, com foco no Norte, o Governo decretou recolher obrigatório nos dois próximos fins de semana a partir das 13h00, uma medida que está a desagradar os setores que temem entrar em falência. Como resposta, o Executivo vai anunciar amanhã novos apoios para o setor da restauração para compensar as quebras do recolher obrigatórios nos próximos dois fim de semana.

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