António Ramalho diz que contrato do Novo Banco “foi posto ligeiramente em causa”

No rescaldo do travão à injeção de dinheiro do Fundo de Resolução no Novo Banco, o presidente executivo considerou que o contrato assinado com a Lone Star "foi posto ligeiramente em causa".

O presidente executivo do Novo Banco reagiu à aprovação no Parlamento de uma proposta do Bloco de Esquerda para travar a injeção de dinheiro do Fundo de Resolução na instituição, considerando que o contrato assinado pelo Estado com o fundo Lone Star foi posto “ligeiramente” e “temporariamente” em causa.

Em declarações transmitidas pela TVI24, António Ramalho disse: “Não é o melhor momento para um português, e falo como cidadão, verificar que um acordo feito em 2017 pelo Estado português foi posto ligeiramente em causa, ainda que temporariamente, pelo Parlamento do seu país.”

O gestor indicou ainda que “o que o Parlamento decidiu foi, de alguma forma, um congelamento da transferência devida ao Novo Banco”, para depois acrescentar, “se for devida, porque isso só é determinado nas contas do final do ano”.

Esse congelamento está condicionado ao “conjunto de escrutínios” que o Parlamento pretende que sejam feitos, disse ainda António Ramalho, que ressalvou: “Se o problema é escrutinar o Novo Banco, o Novo Banco é o banco mais escrutinado de Portugal e, julgo eu, mais escrutinado da Europa.”

Assim, para o líder do Novo Banco, o travão do Parlamento à transferência de 476 milhões de euros do Fundo de Resolução foi um “percalço”: “O percalço que aconteceu no Parlamento é um percalço que naturalmente terá que ser analisado com profundidade, o que faremos.”

(Notícia atualizada pela última vez às 13h59)

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