Miguel e Matilde são nómadas digitais. Fazem dinheiro a viajar

São os fundadores da Travel B4 Settle e ganham dinheiro enquanto viajam, através do Instagram. Apostam no marketing digital de empresas do mercado das viagens e criam conteúdos para hotéis.

Miguel e Matilde, fundadores da Travel B4 Settle, ganham dinheiro enquanto viajam, através do Instagram. O casal de nómadas digitais aposta no marketing digital em empresas que interessadas no mercado das viagens e criam conteúdos para hotéis e outras empresas enquanto viajam. Os viajantes defendem uma abordagem de negócio focada na solução, ou seja, em primeiro lugar devem identificar-se os problemas, para que o primeiro contacto com uma nova empresa seja através de uma solução já delineada.

A Pessoas acompanhou os temas em debate na 1.ª edição do Nómada Digital Summit, que a partir de agora pode rever de forma integral no site oficial do evento.

João Mendes, um dos fundadores do evento e da Nofootprintnomads.com, revelou algumas práticas do nomadismo digital sustentável e com menos impacto para o ambiente: escolher eco-hotéis e envolver-se em projetos com a comunidade local pode ajudar a reduzir a pegada ambiental enquanto viaja.

Para Gonçalo Hall, nómada digital e cofundador do evento, há três coisas que não podem faltar na hora de escolher o próximo destino: um espaço de cowork, acesso a espaços para fazer exercício físico – no seu caso, crossfit ou voleibol de praia – e, ainda, o acesso a uma comunidade de nómadas digitais locais.

“Com o crescimento de pessoas a trabalhar remotamente cresceu também a possibilidade de viajar a tempo inteiro pelo mundo sem deixar de trabalhar. Os nómadas digitais, trabalhadores remotos que viajam a tempo inteiro pelo mundo estão já a conquistar destinos como Bali, Chiang Mai, Lisboa e México. Como começar? Para onde ir? A partilha de informação e responsabilidade social são chave quando alguém se quer tornar um nómada digital, por isso urge educar os futuros nómadas a fazê-lo de uma forma que tenha um impacto positivo no mundo e neles próprios”, comenta Gonçalo Hall em conversa com a Pessoas, em jeito de antecipação do tema que também estará em debate na segunda edição agendada para abril do próximo ano.

A segunda edição da Nómada Digital Summit vai decorrer entre 8 e 10 de abril de 2021 e o trabalho remoto será o centro do debate. Durante três dias estarão no foco temas como a educação, competências, freelancing, o emprego remoto, os negócios online e, tal como sugere o nome, o nomadismo digital. A novidade este ano surge no terceiro dia, que vai incluir workshops nas áreas de freelancing, emprego remoto e empreendedorismo.

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