“Não compreendemos medidas restritivas mais brandas que em abril”, alerta Ordem dos Médicos

Com recordes de novos casos e forte pressão nos hospitais, Ordem dos Médicos quer confinamento geral, no mínimo, igual ao de abril.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou novas medidas mais restritivas para o país, embora ainda fiquem aquém das regras do primeiro confinamento. Com Portugal a registar o novo máximo de óbitos e o SNS sobre pressão, a Ordem dos Médicos não compreende que as medidas sejam mais brandas e pede um confinamento geral, no mínimo, igual ao de abril”

“A situação neste momento é muito mais grave que em março e abril e pode manter-se muito grave ou até agravar-se mais caso não existam medidas concretas para evitar a propagação da infeção”, alerta o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães.

Portugal tem vindo a subir, diariamente, na tabela de países europeus com maior taxa de incidência de infeções por Covid-19. Neste momento estão 5.165 pessoas internadas (mais 276 face ao dia anterior), dos quais 664 em unidades de cuidados intensivos (mais 17). Perante estes números, o bastonário diz não conseguir entender as medidas anunciadas por Costa, quando, neste momento, os profissionais de saúde já têm que “tomar decisões mais complexas e difíceis”. “Estamos numa situação dramática”, destaca o bastonário da Ordem dos Médicos.

“Não conseguimos compreender, neste quadro com dez mil doentes infetados – o que gera um pressão completamente brutal nos vários hospitais, quer a nível de internamentos, quer a nível de cuidados intensivos – que as medidas restritivas sejam muito mais brandas que foram em março ou abril”, lamenta o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, em declarações à RTP3.

A Ordem dos Médicos defende o encerramento das escolas para alunos a partir dos 12 anos. Para o bastonário não são meias medidas que salvam as pessoas. “As meias medidas nem salvam o SNS, não salvam as pessoas diretamente, nem a economia. Primeiro temos que salvar as pessoas, controlar a propagação da infeção e depois abrir”, destaca Miguel Guimarães. Acrescentando ainda que esta nova variante do novo coronavírus tem “apetência grande por pessoas mais novas”.

O bastonário da Ordem dos Médicos apela para que todos façam um sacrifício: “se queremos combater esta pandemia, se queremos salvar vidas dentro daquilo que é possível, se queremos cuidar melhor dos portugueses, das pessoas, neste momento temos que fazer um sacrifício”.

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