Metade da fatura da luz são taxas e impostos e no gás quase um terço, diz a ERSE

A análise do regulador português revela que "Portugal é o 8º país da UE com os preços mais elevados de eletricidade (com taxas e impostos), sendo que os preços mais baixos ocorrem no leste".

Quase metade, ou 47%, da fatura de luz das famílias portuguesas diz respeito a taxas e impostos, de acordo com o boletim de comparação de preços de eletricidade da Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) e com base na informação publicada esta segunda-feira pelo Eurostat relativa aos preços de eletricidade na União Europeia.

“A componente de taxas e impostos publicada pelo Eurostat apresenta para Portugal um peso de 47% do preço total pago pelos consumidores. É a terceira mais elevada da Europa, essencialmente devido aos designados Custos de Interesse Económico Geral (CIEG), que resultam de opções de política energética e que representam 28% do preço final no segmento doméstico. A componente de energia e redes mantém-se entre as mais reduzidas da União Europeia, correspondendo a 53% do preço final”, sublinha a ERSE no seu boletim.

A análise do regulador português revela ainda que “Portugal é o 8º país da União Europeia com os preços mais elevados de eletricidade (com taxas e impostos), sendo que os preços mais baixos ocorrem nos países do leste da Europa”.

No gás, Portugal tem o 9º preço mais elevado da UE (com taxas e impostos), revela a ERSE. A componente de taxas e impostos no gás natural publicada pelo Eurostat apresenta para Portugal um peso de 27% do preço total pago pelos consumidores.

O boletim da ERSE revela também que, no segundo semestre de 2020, Portugal registou uma descida dos preços de eletricidade no segmento doméstico (-2,1%) face ao período homólogo.

O regulador salienta ainda que as famílias portuguesas pagam preços médios da luz inferiores aos de Espanha (-13% do que no país vizinho) e dos 19 países da Área do Euro (-7%). “Uma análise à evolução de preços, nos cinco anos mais recentes revela que em Portugal os preços têm sido inferiores aos de Espanha, com exceção do 1º semestre de 2016”, diz a ERSE.

O mesmo acontece na banda de consumo mais representativa em Portugal para os consumidores domésticos (DC – consumo anual entre 2.500 kWh e 5.000 kWh, com 37% do consumo total dos clientes domésticos), na qual, “comparativamente a Espanha, à Área do Euro e à média da União Europeia, Portugal apresenta um preço médio inferior”.

Quanto ao gás natural, ainda que o Eurostat dê conta de uma subida de 0,9% nos preços, por conta dos impostos e do custo da energia, a análise da ERSE vai em sentido contrário e diz que Portugal registou uma ligeira descida dos preços de gás natural no segmento doméstico (-0,1%), que se deve, sobretudo, à redução dos preços das tarifas de acesso às redes e à diminuição dos custos de gás natural nos mercados internacionais.

Também aqui, os preços médios do lado de cá da fronteira são mais baixos do que em Espanha (-23,3%), Área do Euro (-16,1%) e União Europeia (-6,8%). O mesmo acontece na banda de consumo mais representativa em Portugal para os consumidores domésticos (D1), na qual Portugal apresenta um preço médio global inferior.

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