Não é só em Portugal que os casos estão a aumentar. Reino Unido e Rússia tocam máximos

A média de novos casos por milhão de habitantes está a subir em Portugal, com o país novamente nos lugares cimeiros neste indicador ao nível da UE. Não obstante, há outros países a tocarem máximos.

Entre meados de março e o início de maio, Portugal foi um dos países da União Europeia (UE) com a menor taxa de incidência por Covid-19. Contudo, o número de infeções está a aumentar — havendo já especialistas a apontarem que a região de Lisboa está a passar por uma quarta vaga da pandemia — o que coloca o país novamente nos lugares cimeiros neste indicador. Portugal está em primeiro lugar da UE em termos da média de novos casos de Covid-19 por milhão de habitantes (a sete dias), de acordo com os dados compilados pelo Our World in Data da Universidade de Oxford. Não obstante, há outros países, como Reino Unido e Rússia, a tocarem máximos de meses.

A 6 de maio de 2021, Portugal encontrava-se no “top 3” de países com menos novos casos por milhão de habitantes, com uma média a sete dias de 34,1. O país estava apenas atrás da Islândia (14,23) e do Reino Unido (30,33), sendo mesmo o país com a melhor situação epidemiológica entre todos os Estados-membros.

De um total de 31 países, 21 apresentavam uma média de novos casos por milhão de habitantes na casa das centenas, chegando a ultrapassar os 500 no Chipre e os 400 nos Países Baixos, Lituânia e Suécia.

Em Portugal, a situação deteriorou-se nas últimas semanas, com os casos a crescerem há cinco semanas consecutivas. A maioria das novas infeções tem sido detetada na região de Lisboa e Vale do Tejo e é explicada pelo facto de existir já transmissão comunitária da variante Delta (anteriormente conhecida como variante indiana), o que levou o Executivo a apertar o “cerco” à capital durante os fins de semana.

Assim, Portugal é, neste momento, o país da UE com maior taxa de incidência acumulada a sete dias, com 86,81 casos por 100 mil habitantes, segundo os dados compilados pelo Our World in Data, referentes a quinta-feira. Recorde-se de que, na passada semana, o país voltou a bater a fasquia das mil infeções diárias. Só na quarta-feira passada, foram registados 1.350 novos casos em território nacional, um máximo de 24 de fevereiro de 2021.

Apesar de a pandemia estar maioritariamente controlada na maioria dos Estados-membros, há alguns países onde se regista também uma subida da incidência. A Letónia é o segundo país da UE com o maior número de casos por um milhão de habitantes a sete dias: 72,71 casos por milhão de habitantes, seguido por Espanha (72,73 casos), Irlanda (63,94) e Chipre (63,45).

Quanto aos restantes Estados-membros, estão todos com um nível de incidência inferior a 60 casos por milhão de habitantes, sendo que a média europeia se situa nos 52 por milhão de habitantes. A Roménia é atualmente o país da UE com menor taxa de incidência: 4,78 casos por milhão de habitantes, seguida pela Eslováquia (10,49) e pela Hungria (10,81).

Fora da UE há também alguns países com o crescimento acentuado da Covid-19. É o caso do Reino Unido que tem atualmente uma taxa de incidência de 121,41 casos por milhão de habitantes a sete dias, de acordo com o mesmo site de monitorização de dados, referentes a 17 de junho. A título de exemplo, o país liderado por Boris Johnson registou 8.125 infeções diárias por Covid-19, a 10 de junho, um máximo desde 26 de fevereiro. Tal como em Portugal, este aumento é explicado pela variante Delta, e levou o governo britânico a adiar a etapa final do desconfinamento.

Também na Rússia, a situação está a piorar, com o país a registar 92,9 casos por milhão de habitantes a sete dias. Na sexta-feira, só a região de Moscovo registou 9.056 casos de Covid-19 nas últimas 24 horas, o número máximo de contágios num só dia desde o início da pandemia. Só nesse dia foram identificados 17.262 casos e mais 450 mortes pela doença, 78 dos quais na capital da Rússia. Face à alarmante subida dos contágios na capital russa, a autarquia da capital ordenou a vacinação obrigatória de, pelo menos, 60% dos trabalhadores do setor dos serviços e endureceu as medidas sanitárias.

Na América Latina, mais precisamente na Colômbia, o crescimento da transmissão também se faz sentir. Com 50 milhões de habitantes, uma taxa de incidência de 534,70 casos por milhão de habitantes, o país comandado por Iván Duque vive uma terceira onda de infeções, que já provocou mais de 3,7 milhões de infetados e 95.192 mortos.

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