Família EDP cai 2% e penaliza bolsa de Lisboa

PSI-20 começou o dia em zona de ganhos, mas inverteu e caiu no fecho da sessão. EDP Renováveis e EDP perderam 2% e colocaram Lisboa na rota de perdas da Europa.

A bolsa português fechou a sessão desta quarta-feira abaixo da linha de água, apesar do arranque positivo. Para este mau desempenho contribuíram sobretudo as ações do grupo EDP, que caíram 2%, arrastando Lisboa para zona de perdas.

O PSI-20, o principal índice português, caiu 0,71% para 5.039,50 pontos, com nove cotadas em terreno negativo e seis em terreno positivo.

EDP Renováveis e EDP registaram as maiores quedas do dia, perdendo 2,08% e 1,88%, respetivamente, em dia de novidades para o grupo de eletricidade: anunciou ao mercado uma operação de recompra de dívida até 400 milhões de euros e, em entrevista à Reuters, o CEO Miguel Stilwell de Andrade revelou que a companhia deverá vender três portefólios de ativos de energias renováveis em negócios que podem render 1,5 mil milhões de euros.

EDP Renovaveis perde mais de 2%

Entre os pesos pesados, a Jerónimo Martins, o BCP e a Galp também não ajudaram em nada a reequilibrar as forças na bolsa. Estas ações tiveram desvalorizações de 0,70% (caso da retalhista e do banco) e 0,64% (para a petrolífera). Esta terça-feira, após o fecho da bolsa, a Galp revelou que o CEO Andy Brown se tornou acionista da empresa após um investimento de 240 mil euros.

Do lado positivo, as ações dos CTT subiram mais de 2% e lideraram os ganhos no PSI-20. A Ibersol também avançou 1,67% e a Corticeira Amorim ganhou 0,78%.

Ao fechar no vermelho, a praça nacional acompanhou as congéneres europeias. O índice de referência Stoxx 600 caiu 0,58% para 453,76 pontos. As bolsas de Madrid e Frankfurt recuaram mais de 1% e as quedas em Paris e Milão estiveram lá perto.

Os analistas explicam as quedas com os receios de inflação, que poderão travar os estímulos dos bancos centrais.

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