BofA diz que dívida do Novo Banco é “atrativa”. “Banco está no caminho certo”

Apesar da nota positiva sobre o Novo Banco, o BofA diz que é “lamentável” a politização em torno do mecanismo de capital de capital contingente.

O Bank of America (BofA) iniciou a cobertura dos títulos de dívida sénior que o Novo Banco emitiu esta semana no âmbito de MREL. E vê o investimento como “atrativo”, considerando que a instituição “está no caminho certo” e tendo em conta outros bancos europeus. O banco americano afirma ainda que a politização em torno das injeções é “lamentável”.

O banco liderado por António Ramalho concluiu na terça-feira uma emissão de 300 milhões de euros em dívida sénior com prazo de três anos, com um juro de 3,5% nos primeiros dois anos e com a taxa a crescer com a Euribor a 3 meses no último ano. Foi uma operação para cumprir os requisitos de Minimum Requirements for own funds and Eligible Liabilities (MREL).

Numa nota de research a que o ECO teve acesso, o banco de investimento americano diz que estes títulos oferecem uma “yield atrativa para a sua curta duração” e também parecem ser “relativamente atrativos no contexto de dívida sénior de certos bancos europeus comparáveis”.

O banco americano deixa várias considerações positivas em relação à recuperação do banco, após um período mais conturbado. “Apesar dos solavancos recentes, o Novo Banco parece estar no bom caminho, com o período de reestruturação já passado e o regresso aos lucros no primeiro trimestre de 2021”, escreve o analista Richard Thomas.

E dá números: o rácio de malparado deverá descer nos próximos dois anos para cerca de 5%, com o custo do risco a ficar entre 40 e 50 pontos base, metade do custo atual. Por outro lado, o Novo Banco tem como ambição ter um rácio cost-income no patamar dos 40%. “Antecipamos significativas revisões em alta do rating do Novo Banco no futuro”, conclui o analista. Atualmente, as obrigações estão classificadas no nível “Caa2” pela Moodys, “o que parece ser baixo tendo em conta as melhorias que vimos no banco”.

Apesar da nota positiva, o BofA diz que é “lamentável” a politização em torno do mecanismo de capital de capital contingente. Lembra que ainda estão 112 milhões de euros por transferir da injeção de 2020. Porém, vê o banco numa posição confortável de capital assim que for concluído a venda em Espanha, que permitirá um reforço dos rácios.

Além disso, o BofA acredita que o Novo Banco deverá recuperar parte do dinheiro que está em disputa com o Fundo de Resolução ao abrigo do mecanismo de capital contingente.

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